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iPhones ficam até 20% mais baratos na China em meio a queda nas vendas

A Apple tem dado aos varejistas maior flexibilidade na definição de seus preços desde o lançamento do iPhone X, em 2017   

iPhone XR
(Reprodução)

SÃO PAULO - Com a desaceleração econômica na China, dois dos principais revendedores da Apple no país asiático, as plataformas de comércio eletrônico JD.com e Suning, reduziram os preços dos iPhones na tentativa de aumentar as vendas. Os valores de alguns dos modelos mais recentes chegaram a cair até 20%. 

Na carta assinada pelo CEO Tim Cook na semana passada, a Apple culpa, em partes, a China pela estimativa de queda na receita. Mas especialistas dizem que os altos preços cobrados pelos aparelhos lançados mais recentemente e a falta de recursos inovadores em comparação ao concorrentes locais como a Huawei deixa os smartphones menos atrativos.  

De acordo com o site CNBC, a Apple tem dado aos varejistas maior flexibilidade na definição de seus preços desde o lançamento do iPhone X, em 2017. 

Entre os cortes nos preços, um dos destaques está no valor da versão de 128 GB do iPhone XR que foi de 6.999 yuans, cerca de US$ 1.036, para 5.799 yuans, algo em torno de US$ 858 - 1.200 yuans ou US$ 178 de desconto na plataforma chinesa Suning. Com o desconto o iPhone está valendo R$ 3.188, enquanto no Brasil o mesmo modelo sai por R$ 5.499.

Outros vendedores terceirizados chegaram a oferecer preços ainda mais em conta. Em uma das lojas chinesas, uma versão de 256 GB do iPhone XS Max, o aparelho top de linha da Apple, podia ser encontrado por 9.699 yuans, cerca US$ 1.436, abaixo do valor oficial de 10.999 yuans, em torno de US$ 1.628 para esse smartphone, segundo o CNBC. 

“Um corte de preço tão grande neste momento parece incomum”, disse Jia Mo, analista da Canalys à Bloomberg.

Os descontos provavelmente vieram de distribuidores de produtos da Apple que, segundo estimativa da Canalys, vendem um quarto de todos os iPhones na China. “Mas é possível que os distribuidores queiram promover suas ações relacionadas ao iPhone durante a temporada de compras do ano-novo chinês” - que acontece dia 5 de fevereiro.  

A Bloomberg entrou em contato com um porta-voz da Apple que não respondeu aos pedidos de comentário. 

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Efeito Huawei 

Apesar das manchetes internacionais negativas que atingiram a Huawei nos últimos meses, seus negócios têm dado resultados bons. A chinesa substituiu a Apple como o segundo maior player de smartphones em participação de mercado global no ano passado - e é o maior fornecedor da China.

Segundo o CNBC, os consumidores chineses dizem que foram atraídos pelos novos recursos da Huawei, pelos preços e pelo fato de ser uma marca nacional.

“O uso dos telefones celulares da Huawei está dando suporte a marcas nacionais. Esperamos que nossas marcas possam se internacionalizar ”, disse Vikey, um usuário da Huawei em Guangzhou ao site. 

*Com Bloomberg.

 

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