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Fintech vs. Bancos é o Davi vs. Golias da indústria financeira

Fintechs vêm crescendo em velocidade meteórica: no último ano, segundo estudo da McKinsey, elas captaram mais de US$ 30 bilhões em investimentos; em 2011, esse número ficava na casa dos US$ 1,8 bilhão

Cartão de crédito
(Shutterstock.com)

SÃO PAULO – Não é novidade que as fintechs estão mudando os tradicionais setores bancário e financeiro, seja criando novos meios de pagamentos ou banco digitais, colaborando com bancos tradicionais, ou ameaçando-os. Mas essa batalha de Davi e Golias entre as estreantes e os gigantes pode não ter um vencedor claro.

Elas vêm crescendo em velocidade meteórica: no último ano, segundo estudo da McKinsey, captaram mais de US$ 30 bilhões em investimentos; em 2011, esse número ficava na casa dos US$ 1,8 bilhão. A consultoria aponta que isso não deve mudar nos próximos anos, pelo contrário – elas continuarão crescendo expressivamente e alcançarão novos mercados. Mas concorrer com os grandes bancos está cada vez mais difícil.

Os investidores agora estão se tornando mais seletivos quanto às fintechs em que aportam, dando preferência às que já estão em estágios mais avançados e já têm escalabilidade.

Ao mesmo tempo em que o número de investimentos cresceu no geral, o estudo da McKinsey mostrou também que os investimentos nas fintechs em estágio inicial caiu para menos da metade: de 13 mil acordos em 2014 para 6 mil em 2017.

É nesse ponto que começam as dificuldades. “Muitas fintechs conhecidas e capitalizadas ainda têm que desenvolver um modelo de negócios sustentável e talvez precisem encontrar fontes de renda mais significativas para continuar atraindo capital. Isso é especialmente desafiador para bancos digitais”, escreveu a consultoria.

E elas não param por aí: se antes um dos diferenciais das fintechs era a experiência que ofereciam ao usuário, através de aplicativos com design amigável e bom atendimento, hoje isso já não é suficiente. “Uma boa experiência do usuário é norma para todas as instituições financeiras. É preciso mais do que isso para convencer os clientes a trocar seus bancos por fintechs”, disse.

De início, os grandes bancos demoraram para responder aos ataques das fintechs, mas hoje já encontraram formas de revidar às ameaças. No Brasil, por exemplo a Credicard, do Itaú, e o Bradesco já lançaram cartões sem anuidade e controlados pelo smartphone, ameaçados pelo Nubank, pioneiro no lançamento. 

Juntando forças
Ao mesmo tempo em que disputam com garras e dentes, uma das estratégias encontradas por ambas as partes é de tornarem-se parceiras.

“Por terem atingido um ‘ponto de saturação’ em seus canais de marketing digital, muitas fintechs agora buscam por parceiros para fazer seus negócios crescerem. Elas trazem à mesa sua flexibilidade em se adaptar às mudanças do mercado e tolerância ao risco, enquanto os grandes bancos trazem suas grandes bases de clientes”, escreveu a McKinsey. A expectativa da consultoria é de que o número de parcerias e aquisições aumente como um resultado deste cenário.

No geral, a visão da consultoria é de que o mercado de fintechs continuará crescendo, mas com algumas ganhando mais destaque que as outras – como já acontece hoje no mercado chinês, por exemplo, onde a Ant Financial lidera. “Conforme o mercado amadurece, as fintechs devem começar a competir em alguns casos e unirem forças em outros”, escreveu.

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