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WeWork muda de nome e vai atuar em construção e educação

Empresa norte-americana que fornece espaços compartilhados de trabalho, anunciou uma expansão do negócio

We Company
(Divulgação)

SÃO PAULO - A WeWork, empresa americana que fornece espaços compartilhados de trabalho, anunciou uma expansão do negócio - a começar pela mudança de nome. A companhia, fundada em 2010 e com sede em Nova York, passa a se chamar We Company. 

Em comunicado oficial, o cofundador e CEO Adam Neumann anunciou que a nova configuração será dividida em três unidades de negócio. A We Work, que será a principal e focada no aluguel de espaços - como funciona hoje no Brasil; a WeLive, parte que será dedicada para a construção de unidades residenciais; e a última será WeGrow, voltada para educação, mais especificamente focada no ensino fundamental.

Ainda não foi divulgado como cada área vai atuar de maneira específica. A ideia é levar o "We Lifestyle" para outros segmentos, de acordo com Neumann. Para o Brasil, a assessoria da empresa informou que ainda há confirmações se as empresas de construção e educação chegarão por aqui em um futuro breve. 

Fase difícil 

A novidade chega em uma época complicada para a companhia, que foi impactada negativamente com muitas perdas e o cancelamento de uma negociação bilionária no último trimestre.

Em dezembro, o presidente do SoftBank, Masayoshi Son, tinha acertado um aporte de US$ 20 bilhões que faria com que a startup de escritórios compartilhados atingisse um valuation de US$ 50 bilhões.

No entanto, em menos de 1 mês as ações do banco japonês despencaram 20% e a gestão decidiu cortar custos e cancelar as negociações. No fim das contas, a companhia não ficou sem investimento: fechou um acordo de US$ 2 bilhões com o banco.

Nos últimos 3 trimestres os resultados da We Work não ajudam a aumentar a confiança dos investidores: durante o período, a marca gerou US$ 1,25 bilhão em receita, mas teve gastos de US$ 1,22 bilhão. Para muitos analistas, é só uma questão de tempo até  marca enfrentar problemas sérios na hora de pagar os boletos. 

Apesar da visão pessimista do mercado, Neumann garante que a companhia não vai diminuir sua velocidade de crescimento mesmo que 2019 seja um ano menos promissor. 

Embora o investimento do SoftBank não tenha dado 100% ceroto,  a startup acumula mais de USD 10 bilhões de financiamento no próprio banco e um balanço patrimonial de USD 7 bilhões, além de investimentos vindos de outras firmas.

A partir desse montante a WeWork vai dar início ao seu projeto de expansão, que inclui em um primeiro momento a contratação de mais de mil engenheiros.

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