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Venda do Grupo Abril para Fábio Carvalho é aprovada sem restrições

A menos que venha a ser contestada por algum dos conselheiros do Cade em até 15 dias, a aprovação da Superintendência é final

editora abril
(reprodução)

SÃO PAULO - A Superintendência-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou nesta terça-feira (8), sem restrições, a venda do grupo Abril para a Cavalry Investimentos, comandada pelo empresário Fábio Carvalho.

A única ressalva no documento de aprovação, assinado pelo coordenador-geral substituto Ednei Nascimento da Silva, é ao fato de o grupo de Carvaho ter participação em um comércio varejista, atividade potencial para uma integração vertical em serviços de logística do grupo Abril.

Mesmo assim, não foram feitas restrições: o parecer da equipe técnica considera que o mercado de logística e distribuição de encomendas já seria altamente pulverizado, além de que a participação das empresas nesses mercados seriam inferiores a 20%.

A menos que venha a ser contestada por algum dos conselheiros do Cade em até 15 dias, a aprovação da Superintendência é final.

A venda do grupo foi anunciada no dia 20 de dezembro, meses após entrar com o pedido de recuperação judicial. A transação estabeleceu que Fábio Carvalho será o CEO do grupo e se juntará aos atuais executivos da empresa, bem como aos profissionais da consultoria Alvarez & Marsal, responsáveis pela gestão de crise que a Abril enfrenta.

A família Civita vai receber um valor simbólico de R$ 100 mil pela venda da editora. O contrato da venda ainda proíbe Carvalho de revender a revista Veja.

“A história do Grupo Abril está intimamente relacionada com os grandes eventos políticos e econômicos que marcaram a história do Brasil nas últimas décadas. A capacidade e importância jornalística do Grupo é inegável. Não temos dúvida dos méritos e qualidades que permeiam as companhias do Grupo e que serão os pilares sobre os quais nos apoiaremos para superar os grandes desafios que se apresentam”, afirmou Carvalho em nota enviada pela assessoria do Grupo Abril à época.

Carvalho agora é responsável pela dívida de R$ 1,6 bilhão da editora, que tem como credores de R$ 1,1 bilhão os bancos Santander, Itaú e Bradesco.

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