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Bayer vai demiitir 12 mil funcionários depois de comprar a Monsanto

Boa parte das demissões se concentram na filial agroquímica da Bayer, que deve ter 4,1 mil postos suspensos

Bayer
(Shutterstock)

SÃO PAULO – A farmacêutica e química Bayer anunciou na noite desta quinta-feira (29) que vai cortar 12 mil postos de trabalho em todo o mundo até 2021 devido à compra da Monsanto, gigante de transgênicos e pesticidas dos Estados Unidos. No total, ela conta com 118 mil funcionários.

Boa parte das demissões se concentram na filial agroquímica da Bayer, que deve ter 4,1 mil postos suspensos; as áreas de produção de medicamentos sem receita e investigação e desenvolvimento também devem sofrer demissões de 1.100 e 1.250 funcionários, respectivamente.

No Brasil, a Bayer possui cinco escritórios e duas plantas industriais, em São Paulo (SP) e Belford Roxo (RJ). A Monsanto, por sua vez, possui 19 unidades de pesquisa, oito de processamento de sementes, duas de produção de herbicidas, três unidades de vendas, três escritórios administrativos e uma unidade de distribuição.

“Essas mudanças são necessárias e estabelecerão novas bases para a Bayer, lhe permitirão melhorar seus rendimentos e sua flexibilidade”, disse Werner Baumann, conselheiro delegado do grupo Bayer, com sede em Leverkusen. As demissões devem resultar em uma economia de 2,6 bilhões de euros por ano. Para adquirir a Monsanto, a empresa desembolsou, em junho, US$ 63 bilhões.

A compra da norte-americana foi um tanto polêmica, visto que entre os produtos da Monsanto estão o glifosato, herbicida acusado de ser nocivo para a saúde; críticos do setor chegaram a dizer que a aquisição foi o “casamento do diabo”.

Uma das consequências da aquisição é a venda do setor de saúde animal da Bayer, das marcas Coppertone, de protetor solar, e Dr. Scholl e também de sua participação de 60% na Currenta, alemã que pesquisa plantas químicas. 

Desde o início do ano, as ações da Bayer (BAYRY) já caíram mais de 43%, em parte por conta de preocupações dos investidores com a exposição da empresa a processos judiciais envolvendo a Monsanto. Em agosto deste ano, por exemplo, ela foi sentenciada a pagar US$ 289 milhões em danos a um jardineiro que alega sofrer de câncer terminal causado pelo produto.

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