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Google+: escândalo de privacidade leva a fim de rede social

WSJ publicou um dossiê denunciando vazamento de dados de cerca de 500 mil usuários

Google
(Shutterstock)

SÃO PAULO – O Google decidiu desativar a rede social Google+ para usuários gratuitos na última segunda-feira (8).  A versão contratada através do G Suite, pacote do Google para empresas, será mantida.

A decisão foi “forçada” após publicação de uma reportagem do Wall Street Journal que expôs um vazamento de dados sensíveis de cerca de 500 mil usuários da plataforma, seguido de silêncio proposital pela gigante.

Na bolsa de Nova York, as ações da Alphabet, controladora do Google, chegaram a cair 2,3%, antes de fecharem o pregão com queda mais amena de 0,72%.

Segundo o WSJ, uma falha no software no site fez com que programadores externos tivessem acesso a perfis privados do Google+ por 3 anos inteiros, entre 2015 e março de 2018. O Google conseguiu reverter o problema naquele mês, mas optou por não divulgar a investigação por receio das medidas regulatórias e os consequentes prejuízos relacionados. Ontem, tudo veio à tona. 

O jornal obteve um documento interno destinado à equipe jurídica do Google que avisou executivos seniores de que a divulgação do caso poderia levar "a um interesse imediato do regulador" e originar comparações com o vazamento de dados de usuários do Facebook para a empresa de pesquisas Cambridge Analytica.

De acordo com a empresa, não houve indícios de uso indevido dos dados vazados.

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