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Em negocios / grandes-empresas

BC aprova compra de 49,9% da XP pelo Itaú

Os acionistas do Grupo XP continuarão à frente da gestão da companhia de forma independente e autônoma

Guilherme Benchimol
(divulgação)

SÃO PAULO -  O Banco Central aprovou a aquisição, pelo Itaú Unibanco, de participação minoritária na XP Investimentos, mediante celebração de Acordo em Controle de Concentração (ACC). Os acionistas do Grupo XP continuarão à frente da gestão da companhia de forma independente e autônoma, com foco no crescimento da empresa e na melhoria contínua dos serviços prestados aos clientes e parceiros.

O acordo prevê, em uma primeira fase, a venda de 49,9% do capital social total (sendo 30,1% das ações ordinárias) da XP Investimentos, por meio de aporte de capital no valor de R$ 600 milhões e aquisição de ações detidas pelos acionistas vendedores no valor de R$ 5,7 bilhões, estando tais valores sujeitos a ajustes contratualmente previstos desde 11 de maio de 2017 até a efetiva liquidação financeira da operação.

Além da primeira aquisição, poderá haver uma aquisição adicional em 2022, sujeita à aprovação futura do Banco Central, a qual permitirá ao Itaú deter até 62,4% do capital social total da XP (equivalente a 40% das ações ordinárias). Mesmo após a conclusão das compras, o controle da companhia continuará com os atuais acionistas da XP. O valor atribuído a 100% do capital social total da XP Investimentos é de R$ 12 bilhões, corrigido e ajustado contratualmente desde 11 de maio de 2017. 

Pelo acordo, a independência e autonomia da XP Investimentos permanecerão inalteradas, sem qualquer integração operacional ou comercial, com livre competição entre as empresas. A divulgação e o cumprimento das regras e políticas da plataforma aberta serão mantidos, assim como a política de taxa zero. "Os acordos comerciais com atuais parceiros serão preservados e continuamos buscando a valorização da profissão do agente autônomo de investimentos", informa a empresa.

“A operação aumenta ainda mais nosso potencial de crescimento, solidez e credibilidade, mantendo nossa total autonomia e independência no controle e gestão da companhia”, afirma Guilherme Benchimol, CEO do Grupo XP.  “Dedicaremos todos os nossos esforços para continuar construindo a melhor experiência de investimentos do país”, concluiu o executivo e sócio fundador.

Candido Bracher, presidente-executivo e CEO do Itaú, comentou a conclusão da transação em comunicado ao mercado: "estamos felizes com o desfecho desta operação. Este é um modelo de negócios diverso daquele que pode ser perseguido pelo banco diretamente, que acreditamos ter grande potencial de crescimento, e se enquadra na nossa estratégia de reforçar as receitas não diretamente vinculadas a risco de crédito ou de mercado”, afirma. “Ao mesmo tempo, a XP continuará a ter uma gestão independente, contribuindo para a evolução natural na forma de consumir serviços financeiros no Brasil, conforme anunciado em maio de 2017”, diz Bracher. 

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