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Na guerra Carrefour vs. Pão de Açúcar, as melhores armas são panelas

GPA se provou especialista em distribuir brindes aos clientes fiéis, mas a rede francesa não fica muito atrás

CArrefour
(divulgação)

SÃO PAULO – Fidelidade é o negócio que vem garantindo o crescimento do Grupo Pão de Açúcar (PCAR4) para além do “Atacarejo” (que une preços baixos e autosserviço). Mas essa estratégia é suficiente para bater a concorrência no longo prazo?

Esta é a pergunta que analistas tentam responder ao acompanhar as atividades do grupo e da grande concorrente francesa, o Carrefour (CRFB3). Da mesma forma que o GPA, a rede Carrefour conseguiu contornar a greve dos caminhoneiros e emplacar boas taxas de crescimento, tanto no Atacarejo quanto no varejo tradicional.

“Na nossa opinião, o principal destaque do trimestre foi a reversão das tendências de SSS [ sigla em inglês para 'vendas nas mesmas lojas', ou seja, vendas no mesmo número de lojas existentes no período anterior] no Atacadão, que se recuperou para 4,5%, uma melhora significativa dos 0,5% no 1Q18, superando o crescimento de SSS comparável de 2,5% do GPA no período”, escreveram os analistas da Brasil Plural em relatório recente.

Apesar disso, a instituição observa maior potencial para a rede brasileira. O GPA, para os analistas, “continua apresentando crescimento geral maior e melhor dinâmica de margem” e, principalmente, apresenta potencial maior de expansão no segmento de atacarejo – já que o Atacadão está mais consolidado.

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Por fim, os brindes e vantagens dos clientes fidelizados realmente parecem dar resultado. Os analistas citam a “estratégia promocional” do GPA, referenciando as ações de Juntou, Ganhou e Juntou & Trocou, Extra e Pão de Açúcar, respectivamente, que incentivaram o retorno de clientes às suas unidades com a promessa de trocar compras (que viram selos) por utensílios de cozinha: facas e panelas.

Já o Carrefour tem divisão de varejo “mais limitada”, segundo os especialistas, dependendo “fortemente de hipermercados”. Vale lembrar que o GPA percebeu uma queda de atratividade na bandeira Extra Hiper e já tem uma estratégia para transformar alguns endereços desta frente em atacarejo com o Assaí. Também tem uma carta na manga dentro do segmento que mais cresce nesta indústria: no segundo semestre, o grupo começa a transformar alguns de seus endereços em unidades Compre Bem, visando competir diretamente com os supermercados regionais ou “de bairro”.

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