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GuiaBolso demite 30% de seus funcionários para "seguir caminho da Amazon"

 A maior parte dos demitidos era da área de divisão de empréstimos da empresa, a Just, das áreas de atendimento ao consumidor e desenvolvimento

GuiaBolso
(Divulgação/GuiaBolso)

SÃO PAULO – Na última terça-feira (8), a fintech brasileira GuiaBolso, uma das maiores do país e eleita uma das mais inovadoras do mundo, demitiu 30% de seu quadro de funcionários – cerca de 80 dos 280. A maior parte dos demitidos era da área de divisão de empréstimos da empresa, a Just, das áreas de atendimento ao consumidor e desenvolvimento.

A Just continuará operando mesmo com as demissões, mas deixa de ser a prioridade do grupo, que até então apostava no marketing para alavancar essa divisão. A nova estratégia da empresa será concentrada “no próprio aplicativo e na expansão do hub financeiro através de empréstimos com empresas parceiras”, não mais em seu próprio produto.

Thiago Alvarez, CEO e cofundador da fintech, disse em entrevista para o InfoMoney que a fintech segue caminhos que outras empresas de tecnologia e e-commerces seguem. "A própria Amazon se torna cada vez mais um marketplace e foca em suas parcerias. É o caminho que estamos seguindo", disse. "Para que isso seja possível, temos que rever nossa operação interna". 

Recentemente, a fintech anunciou parceria com o banco CBSS, que tem como sócios o Bradesco e o Banco do Brasil, para oferecer cerca de R$ 40 milhões em empréstimos na plataforma. Outras parcerias também foram fechadas desde o final do ano passado, com o banco Votorantim e a BV Financeira.

Ao baixar o aplicativo do GuiaBolso e se cadastrar na plataforma, o usuário pode consultar e comparar diversas opções de empréstimos, que se adequam ao perfil do usuário. A Just entra nesta comparação.

Segundo a própria fintech, todos os funcionários demitidos contarão com assessoria para recolocação profissional, prática chamada de outplacement.

“O GuiaBolso continua com a missão de melhorar a vida financeira das pessoas e segue investindo na melhoria do seu aplicativo e na plataforma de crédito", ainda diz no comunicado. Thiago reforça que "nada muda" na operação da fintech.

A fintech foi fundada em 2014 por Thiago Alvarez e Benjamin Gleason, inicialmente somente como um aplicativo de gerenciamento financeiro, onde o usuário podia controlar suas finanças, estabelecer metas e objetivos, entre outras funções. Somente no ano passado ela recebeu um aporte de R$ 125 milhões em sua quinta rodada de investimentos.

Ela foi eleita, junto com o Nubank, como uma das 100 startups financeiras mais inovadoras do mundo em 2017, em ranking da KPMG.

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