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Após caminhoneiros, petroleiros anunciam greve a partir desta quarta-feira

Dentre as reivindicações está a demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente

fachada Petrobras
(Agência Petrobras / Stéferson Faria)

SÃO PAULO - Após oito dias da paralisação dos caminhoneiros, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou que fará uma greve nacional de 72 horas a partir da 0h da próxima quarta-feira (30). 

Segundo a federação, o movimento é uma "greve de advertência", que "é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria". 

São cinco as reivindicações: redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; a manutenção de empregos e retomada da produção interna de combustíveis; o fim da importação de derivados de petróleo; e a desmobilização do programa de venda de ativos promovido pela atual gestão da estatal. Além disso, os sindicalistas pedem a demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente. 

Em nota divulgada no último sábado (26), a FUP cita as manifestações dos caminhoneiros e critica Michel Temer. "A atual política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Os culpados pelo caos são Pedro Parente e Michel Temer, que, intensifica a crise ao convocar as força armadas para ocupar as refinarias. A FUP repudia enfaticamente mais esse grave ataque ao Estado Democrático de Direito e exige a retirada imediata das tropas militares que estão nas instalações da Petrobras". 

Nesta segunda-feira (28) os petroleiros farão uma "prévia" da mobilização nacional, o que chamam de "Dia Nacional de Luta". A ideia não é parar a produção, por isso, os atos deverão se concentrar nos turnos da manhã.

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