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Carro autônomo da Uber que atropelou ciclista teria visto vítima, mas decidiu não desviar

Investigações ainda em andamento mostram que o software do carro seria o culpado pelo acidente  

Uber autônomo
(Aaron Josefczyk/Reuters)

SÃO PAULO – O carro autônomo da Uber que atropelou e matou uma ciclista nos Estados Unidos em março percebeu a presença da vítima nas vias antes de atropelá-la, mas “decidiu” não reagir para evitar o acidente, apontam novas informações obtidas com a investigação do acidente.

De acordo com o site The Information, que divulgou as novidades da investigação, o software do carro havia sido ajustado para ter uma reação mais lenta a objetos que estivessem no seu caminho, isso para prevenir reações bruscas a “falsos positivos” – quando o software identifica uma possível ameaça, mas entende que não existe perigo real.

Neste contexto, a presença da ciclista teria sido identificada pelos software do carro como um falso positivo, o que justifica a falta de reação do carro.

Isso não significa que o problema seja na tecnologia do carro, mas sim no ajuste feito pela Uber no sistema. Por um lado, a lógica de tornar os sensores menos sensíveis a objetos na frente do carro faz sentido, afinal, se o carro freasse ou desviasse de todos os falsos positivos que identifica, também poderia causar acidentes.

A investigação do acidente está sendo conduzida pela Uber e pelo Conselho Nacional de Segurança no Trânsito dos Estados Unidos e, até o momento, tem o software do carro como “culpado”. Desde o ocorrido, a Uber suspendeu todos os testes com seus carros autônomos.

Abaixo, assista ao vídeo divulgado pela polícia do Arizona, onde aconteceu o acidente, na época em que aconteceu:

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