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Facebook revela pela primeira vez conteúdos que são proibidos na rede social

Facebook divulgou documento em que detalha e especifica quais conteúdos e comportamentos são proibidos 

Facebook
(achinthamb / Shutterstock.com)

SÃO PAULO – O Facebook divulgou pela primeira vez nesta terça-feira (24) as regras internas que estabelecem o que pode ou não ser publicado na plataforma, tal como quais usuários podem ter uma conta nela. O documento contém 27 páginas e dá detalhes sobre conteúdos de nudez, drogas, bullying e discurso de ódio.

Antes da divulgação, o Facebook disponibilizava uma versão curta e genérica de seus padrões de comunidades, o que muitas vezes deixava usuários confusos quanto às regras específicas, até então desconhecidas. O objetivo da rede social ao divulgar o documento é, segundo publicação feita por Zuckerberg, dar mais transparência. “Esses padrões são um trabalho em andamento e compartilhá-los abertamente nos ajudará a obter feedback de você para torna-los melhores”, escreveu o CEO.

Entre os conteúdos que são removidos pela rede social estão os que “expressem apoio ou exaltem” grupos e indivíduos envolvidos com atividade terrorista, ódio organizado, assassinos, tráfico humano e violência organizada. Os indivíduos e grupos que estejam envolvidos com elas também não podem ter uma conta no Facebook.

Além disso, vídeos de pessoas vítimas de canibalismo também não são permitidos, exceto quando contenham um aviso informando que são usadas em um contexto médico. A compra e venda de medicamentos sujeitos a receita médica, maconha ou armas de fogo também não pode acontecer na plataforma.

O documento ainda protege menores de idade contra assédio e intimidação: insultos a eles são expressamente proibidos.

Quanto à nudez, são proibidas fotos e vídeos que mostrem nádegas nuas, exceto se forem usadas em montagens com figuras públicas. Seios femininos são liberados nos seguintes contextos: amamentação, parto, saúde, representações artísticas e protestos. Conteúdos sexuais são, no geral, proibidos.

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Os conteúdos que são liberados pela política do Facebook podem, se as leis locais de determinados países pedirem, serem bloqueados naquele país – como é o caso da Tailândia, que proíbe qualquer depreciação da Família Real.

Mudança
Além de novas regras sobre conteúdo, o documento também traz uma mudança: os usuários poderão contestar ou apelar quando publicações forem apagadas pela rede social. Até então, somente os funcionários do Facebook poderiam tomar a decisão. “Pela primeira vez nós estamos dando a você o direito de apelar de nossas decisões sobre posts individuais para que você possa pedir uma segunda opinião quando achar que cometemos um erro”, escreveu a vice-presidente global de gerenciamento de produto do Facebook, Monika Bickerrt.

A medida vem após o Facebook ser pressionado por governos e grupos de diversos países por não conter o conteúdo de discurso de ódio publicado por usuários, tal como não ser transparente o suficiente sobre suas regras. Após o escândalo de vazamento de dados, entretanto, a empresa tem se mostrado aberta a mudar suas regras.

 

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