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"Guerra das maquininhas": entenda a novidade que fez ação levar o maior tombo desde IPO

Ação da PagSeguro despencou 14% e Cielo disparou após novidades da brasileira em parceria com bancos

PagSeguro
(Divulgação)

SÃO PAULO - A forte concorrência do mercado de maquininhas nos meios de pagamentos sacudiu o mercado de ações no Brasil e nos Estados Unidos nesta terça-feira (24). Aqui, as ações da Cielo (CIEL3) encerraram o pregão em alta de 3,21% após a informação de que a empresa se aliou aos seus sócios, Bradesco e Banco do Brasil, para reforçar a venda de maquininhas.

Em Nova York, os acionistas da PagSeguro repercutiram a notícia com uma queda de até 14% ao longo do pregão, para US$ 30,72, na maior queda desde seu IPO, em janeiro. A ação fechou em baixa de 5,35%, cotada a US$ 33,81. 

A aposta da Cielo é em um terminal co-branded – ou seja, as tradicionais maquininhas da Cielo ganharão uma nova roupagem com a marca do sócio, segundo informação foi publicada na Coluna do Broad, do Estadão. A estreia da ofensiva, um projeto conjunto da Cielo com os seus acionistas, está sendo com o Bradesco. Na sequência, também virá o Banco do Brasil.

A estratégia chega em um momento de concorrência elevada no setor de cartões devido aos novos concorrentes, como PagSeguro, do Uol, e Banco Safra. Ao se unir à marca de seus sócios, a Cielo espera ampliar o engajamento da sua operação e ainda o próprio senso de propriedade da operação.

A novidade aumentará a concorrência com a PAGS, que focou seu modelo de negócios fornecendo máquinas que processam transações de cartão de crédito para empresas de pequeno e médio porte. 

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