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Rumo consegue liminar e sai da lista suja do trabalho escravo do governo

Empresa foi autuada em 2010 em um caso envolvendo 51 trabalhadores que estavam em condições análogas à escravidão

Rumo Logística
(Divulgação Rumo)

SÃO PAULO - A ALL Malha Paulista (antiga denominação da atual Rumo Malha Paulista) conseguiu nesta sexta-feira (13) uma liminar que determina sua exclusão do cadastro de empregadores que mantiveram trabalhadores em condições análogas à de escravidão. A lista foi divulgada nesta terça-feira (10). 

Em nota, a Rumo disse que "a inserção do nome da Companhia na lista foi totalmente equivocada, porque os recursos apresentados pela antiga ALL contra os autos de infração irregularmente lavrados em seu nome ainda pendiam de análise perante o MTE. Os autos em questão foram lavrados em 2010, cinco anos antes da troca de gestão (em virtude da fusão da antiga ALL com a Rumo) e ainda estão sendo debatidos no Poder Judiciário e no MTE".

"A Companhia não reconhece como de sua responsabilidade o fato ocorrido em 2010, tendo em vista que os fatos decorrem de obra contratada pela ALL e de responsabilidade da empresa Prumo Engenharia Ltda", continua a nota da empresa nesta sexta.

"Não bastasse, certo é o fato de que a prestadora de serviços – Prumo –  assumiu integralmente a responsabilidade pela condição dos trabalhadores, tendo inclusive comparecido perante a Superintendência Regional do Trabalho em 2010 e assumido todos os ônus decorrentes da suposta contratação irregular de mão de obra, tendo sido homologadas as rescisões de contratos com a anuência do Ministério do Trabalho, sem qualquer interferência da antiga ALL", esclarece, ainda.

Por último a assessoria de imprensa afirmou que "a justiça penal já considerou inexistentes no caso concreto os requisitos para a configuração do ilícito de trabalho escravo quanto à ALL. A Companhia reitera que repudia qualquer prática contrária aos direitos trabalhistas e mantem as melhores práticas para garantir o cumprimento das normas legais".

 

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