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Panini pode faturar mais de R$ 1,2 bilhão com figurinhas da Copa

A troca de figurinhas virou uma verdadeira febre: desde março, quando o álbum foi lançado, há pessoas trocando cromos em todos os lugares 

Álbum da Copa do Mundo
(Reprodução)

SÃO PAULO - A Copa do Mundo mexe com os brasileiros e é um dos assuntos mais conversados nos círculos sociais em todos os cantos do país - seja no bar, no almoço de família no domingo ou em uma conversa informal a caminho do trabalho. Entre palpites, esperanças e o desejo de ver o país ganhar o hexacampeonato, durante esse período uma outra paixão vem à tona: colecionar o álbum da Copa, que começa em 14 de junho. Para muitas pessoas é tradição comprar os cromos e colar no livro que acaba sendo uma lembrança de um dos maiores eventos esportivos do mundo. 

A troca de figurinhas virou uma verdadeira febre. Desde março, quando o álbum foi lançado, para qualquer direção que você olhe há pessoas trocando cromos e não há idade para colecionar. De estudantes que se reúnem nos intervalos das aulas ou em praças e pontos de troca ao redor da cidade com seus avós nos fins de semana, até profissionais na hora do almoço no trabalho. E há diferentes perfis de colecionadores: aqueles que já completaram o álbum, os que tentam resistir, mas no final acabam comprando. Também tem os cautelosos, que tentam trocar o  máximo possível para gastar menos, e, ainda, os que acabam deixando de lado perto de acabar e não completam.

Para a empresa italiana Panini, fabricante do produto, é um negócio e tanto. Segundo estimativas do InfoMoney, a empresa poderá faturar mais de R$ 1,2 bilhão com a venda de figurinhas e álbuns da Copa do Mundo de 2018. O cálculo levou em consideração a tiragem inicial de álbuns e de figurinhas informada pela Panini. São 7 milhões de álbuns no total e 8 milhões de pacotes de figurinhas produzidos por dia, de fevereiro até o final de abril. 

Considerando que o álbum está custando R$ 7,90, a empresa pode ter um faturamento de R$ 55,3 milhões apenas com os álbuns. Mas o grosso do faturamento vem mesmo com as figurinhas. Levando em conta que cada pacote com cinco custa R$ 2, elas podem gerar um faturamento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Isso considerando o período de 15 de fevereiro (a Panini informou que a impressão começou na primeira quinzena, mas não indicou o dia exato) até 30 de abril (data limite de impressão dos 8 milhões de pacotes diários). 

A empresa ressaltou que a data em que as figurinhas vão parar de ser feitas pode variar dependendo da demanda. Se realmente a impressão for encerrada no dia 30 de abril, serão cerca de 3 bilhões de cromos criados. 

Os valores são os mais altos em relação às últimas Copas do Mundo. Em 2014, quando a competição aconteceu no Brasil, o álbum com 640 figurinhas custava R$ 5,90 e os pacotes com cinco cromos custavam R$ 1. Dessa maneira, para completar o álbum deste ano o consumidor terá que desembolsar 115% a mais do que em 2014, ou seja, o álbum completo pode custar pelo menos R$ 1.938, contra os R$ 901 na Copa de 2014. Isso segundo um estudo feito pela Cuponation, que levou em conta o número de cromos repetidos e sem incluir a troca dos mesmos entre amigos

O relatório mostra também que para conseguir todos os 682 cromos é necessária a compra de pelo menos 969 pacotes de figurinhas, ou 68 pacotes a mais que a última edição. Novamente, a estimativa foi feita considerando as figurinhas repetidas e sem incluir as trocas. 

A empresa italiana não divulga informação oficial de vendas, então não se sabe quanto da tiragem já foi vendido. A Panini explica que “os preços dos produtos no Brasil são compatíveis com os valores praticados nos países da América Latina, e refletem todos os investimentos da empresa nas diversas plataformas para o lançamento da coleção de 2018”.

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