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As 10 empresas mais reclamadas, segundo o Procon-SP

Ao todo foram registrados 709.424 atendimentos no ano passado entre consultas, orientações, carta de informações preliminares e reclamações

Reclamações
(Shutterstock)

SÃO PAULO - O Procon de São Paulo divulgou o ranking com as empresas e setores mais reclamados no estado em 2017. A lista inclui as companhias que mais geraram reclamações fundamentadas, ou seja, demandas de consumidores que, não solucionadas em um primeiro atendimento, geraram a abertura de processo administrativo.

Ao todo foram registrados 709.424 atendimentos no ano passado entre consultas, orientações, carta de informações preliminares e reclamações. Deste total, 54.780 geraram reclamações fundamentadas.

Veja o ranking com as 10 empresas mais reclamadas:

ranking_procon_2017

O Grupo Pão de Açúcar (Casas Bahia, Extra e Ponto Frio) passou da 2ª colocação em 2016 para a liderança do ranking estadual, com um total de 4.722 registros. Ficou evidente durante o levantamento do Procon-SP o número expressivo de reclamações simples. Segundo o órgão de defesa do consumidor, a empresa não cumpre sequer a obrigação de entregar corretamente os produtos vendidos aos consumidores.

Em segundo lugar, com 4.081 registros, está o Grupo Vivo/Telefônica voltando a liderar como a mais reclamada do segmento de telecomunicações. Além de aumentar suas demandas, a empresa piorou seu índice de solução de 67% em 2016 para atuais 56%. No interior, o grupo ficou em 1º lugar com 2.140, mais da metade das reclamações registradas.

Apesar de melhorar sua posição, passando a ocupar a 3ª colocação, o Grupo Claro/Net/Embratel (América Movil) piorou seu índice de solução para 70% das demandas contra os 74% do ano anterior. "Como ocupava há anos o topo das reclamadas, sempre com os mesmos problemas, em meio a tantas oportunidades latentes, havia perspectiva de significativa melhora, o que infelizmente não se concretizou", afirma o Procon-SP, em nota.

Baixas soluções de problemas
O Banco do Brasil se destacou no ranking com índice de solução de 34% em 2017, revelando nítida piora em relação à 2016. Além da redução do índice de solvência de problemas e do aumento no número das reclamações, a empresa alterou a sistemática de atendimento, com indicação de canais telefônicos e digitais para alguns consumidores, sem que estes tivessem concordado com tal alteração, havendo ainda redução brusca do número de agências e funcionários, especialmente no interior, situação que refletiu na qualidade de seu atendimento e causou transbordamento das reclamações para os Procons conveniados.

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