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Como construir uma empresa de US$ 10 bilhões aos 20 e poucos anos, segundo fundador do Dropbox

Steve Jobs disse a ele que a Apple "destruiria" seu negócio – mas o empreendedor persistiu  

Dropbox
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Mesmo após ouvir de Steve Jobs em pessoa que sua empresa seria destruída pela Apple, Drew Houston, co-fundador do Dropbox, não desistiu. Na última sexta-feira (23), a empresa estreou na bolsa já com disparada de 40%, as ações partiram de US$ 21 para US$ 28,48 ao final do pregão de sexta-feira, e a avaliação atual é de US$ 9,66 bilhões.

Ele conta que em uma ocasião, durante encontro com a lenda fundadora da Apple, Jobs disse que o Dropbox é um ótimo produto antes de perguntar se havia interesse de vende-lo. Ao ouvir que não, Jobs “começou a nos trolar um pouco, dizer que o que tínhamos era uma ferramenta, não um produto, e que não temos um sistema operacional, então teríamos desvantagem”, disse, ao podcast Success! How I Did It, do Business Insider.

Quanto a essa conversa, o empreendedor diz que soube discernir o fato de que boa parte dos problemas elencados por Jobs não eram específicos do Dropbox, e que a empresa, embora tenha desvantagem em relação à Apple em determinadas frentes, pode ter vantagens, por exemplo, na integração com o Android.

Fundado há 10 anos, o Dropbox foi a grande aposta de Drew aos 20 e poucos anos, mas não foi a primeira. “Comecei minha primeira empresa aos 21 anos”, conta ele ao Era uma empresa de cursos preparatórios para o exame SAT. Esta primeira empresa foi rejeitada pela Y Combinator, aceleradora que posteriormente ajudaria a lançar o Dropbox.

Depois da primeira experiência, o empreendedor chegou a pensar em desistir. Mas o Dropbox, compartilhador de arquivos em nuvem, nasceu quando Houston buscava uma solução para mostrar as músicas de sua banda.

Nesta época, ele precisou encontrar um co-fundador, pré-requisito para entrar no grupo de startups aceleradas pela Y Combinator. Hoje, ele acredita que essa regra é certeira: sem um parceiro desde o início, o Dropbox provavelmente não teria dado tão certo. “Eu não vejo como”, diz. Logo depois da Y Combinator, os fundadores levantaram o primeiro financiamento de US$ 1 milhão.

Deste momento em diante, o empreendedor teve de aprender a ser CEO. “Acho que a princípio você deve ser sistemático a respeito de treinar a si mesmo, e o que você realmente quer como fundador é assegurar que sua curva de crescimento permaneça à frente da curva de crescimento da empresa”, analisa.

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