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Como a startup CargoX revolucionou um dos mercados mais complexos do Brasil e faturou R$ 48 mi

As operações da empresa foram iniciadas no começo de 2016 e, ao final do ano, o faturamento da empresa já era de quase R$ 50 milhões

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(Divulgação/CargoX)

SÃO PAULO – Com um crescimento mensal entre 40% e 60% e faturamento de R$ 48 milhões em 2016, a startup CargoX é, hoje, uma das maiores empresas de tecnologia e logística do Brasil. 

No ano passado, a empresa foi recebeu um total de R$ 49 milhões em investimentos em uma rodada liderada pelo banco Goldman Sachs, responsável por injetar R$ 35 milhões na empresa. Esse fator, entre outros, mostra que a empresa vem caminhando na contramão da crise desde que iniciou suas operações, no início de 2016. Ela é conhecida como a “Uber do transporte de cargas” por dois motivos: seu modelo de negócios, que é pautado totalmente na economia compartilhada, e o fato de Oscar Salazar, cofundador da Uber, ser um de seus principais investidores.

Ela funciona de forma semelhante ao aplicativo de caronas, conectando caminhoneiros autônomos a clientes que tenham grande volume de cargas a serem transportadas. Isso permite que os caminhoneiros sempre tenham “serviços”, ao invés de transportar de forma ociosa e sem cargas. Esse é um dos maiores mercados do Brasil e também um dos mais complexos, visto que 65% das cargas do país são transportadas em rodovias.

Em entrevista para o InfoMoney, o presidente da CargoX e ex vice-presidente do JPMorgan na Inglaterra, Federico Vega, explicou quais motivos fizeram com que a empresa se tornasse reconhecida no mercado de logística: “em 2013, cerca de 350 mil caminhões que circulavam pelas estradas eram ‘excessos’, pois eles estavam sem carga. Isso representa um total de 40% dos caminhões que circulam nas vias, todos ociosos”.

“Nesse modelo de economia compartilhada, nós conseguimos fazer com que os custos dos clientes diminuam em até 30%, reduzindo também o trânsito e número de acidentes nas vias, mas aumentando os ganhos dos motoristas”, explicou Federico, que também afirmou concordar com o apelido de “Uber do transporte de cargas”: “Queremos causar um impacto nesse meio de transporte da mesma forma que fez a Uber. Ela deixou de ser uma novidade para ser uma empresa comum, que solucionou um grande problema, e desejo que o mesmo aconteça com a gente”.

Caminhões autônomos
Além de expandir os negócios da CargoX para outras áreas do Brasil depois da recente expansão para o Mato Grosso, um dos objetivos da empresa é, futuramente, atuar no mercado de caminhões autônomos. Segundo Federico, esse é um plano que deve se tornar realidade em um prazo de quatro a cinco anos.

“Nós já temos uma equipe de cientistas de dados coletando informações sobre os caminhões e sobre as vias, é um plano que pretendemos colocar em prática”, disse. O presidente também contou que a ideia não é substituir o motorista, mas diminuir a reduzir o número de acidentes e de caminhões nas vias, além de solucionar problemas como a circulação dos mesmos na cidade, que é complicada.

 

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