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CEO da maior empresa de educação do Brasil diz como trapaceava consultorias; veja vídeo

Rodrigo Galindo, da Kroton, disse em evento da Endeavor que, para obter conhecimento, criava um processo seletivo de consultorias, ouvia o que elas tinham a ensinar sobre aquele problema e depois não contratava ninguém, aplicando o que havia aprendido

Rodrigo Galindo, CEO da Kroton
(Paulo Whitaker/Reuters)

SÃO PAULO – O presidente do Grupo Kroton Rodrigo Galindo afirmou, em evento, que, durante o processo de reestruturação da empresa, quando “precisavam se aperfeiçoar” mesmo sem recursos para tal, acompanhia realizava um processo seletivo de consultoria, ouvia as ideias apresentadas e, no final, não contratava nenhuma delas.

O CEO da maior empresa de educaçaõ do Brasil continua dizendo que, mesmo sem contratar nenhuma das empresas, a Kroton “aprendia muito com o processo". Ele disse isso para explicar o quanto é importante cercar-se de parceiros excepcionais que fazem com que sua empresa também se torne excepcional.

Rodrigo foi um dos palestrantes do CEO Summit, organizado pela Endeavor Brasil. O vídeo do momento em que ele conta a situação foi publicado no Facebook da Endeavor e foi criticado pelos usuários da rede social. “Lamentável chamar consultores para ‘sugar’ e copiar as soluções por falta de dinheiro da empresa”, comentou um deles.

A Kroton possui mais de 600 escolas parceiras em todo o Brasil e 113 campi espalhados pelo país. Fazem parte do grupo a Faculdade Anhanguera, Faculdade Pitágoras e UNOPAR, entre outras.

Assista o vídeo do pronunciamento de Galindo:

  

O CEO manifestou-se sobre o comentário em sua página oficial do Facebook. Confia a publicação abaixo, na íntegra:

“Na semana passada participei de um evento da Endeavor em um bate-papo muito bacana onde pude reforçar a importância que, acredito, as pessoas têm em uma organização.

Num determinado momento, fiz uma brincadeira sobre utilização de serviços de consultoria e analisando posteriormente, acho que ela foi inadequada.

Eu me referia a fatos ocorridos há 15 anos. Naquela época não conseguíamos contratar todos os serviços de consultoria que gostaríamos, então, para alguns deles, ficávamos no estágio das propostas, mas essas mesmas empresas eram contratadas para outros projetos. Não se tratava de um expediente para ludibriar os prestadores de serviço e sempre deixávamos claro que havia o risco de não fecharmos o contrato. Não havia má fé, nem postura antiética. Esses profissionais eram nossos parceiros e continuaram sendo por muito tempo.

Desde que iniciei minhas atividades como gestor, sempre contratei e continuo contratando serviços de consultoria por entender o valor que esses profissionais podem agregar. Boa parte dos projetos de sucesso das empresas que trabalhei foram desenvolvidos por consultorias que foram fundamentais para o sucesso dessas organizações.

O objetivo do comentário feito no evento foi apenas o de reforçar a necessidade de estarmos prontos para aprender em todas as nossas interações.

Revendo minha fala, concordo que o comentário, feito em tom de brincadeira, foi inadequado e permitiu uma leitura equivocada

Aos que justamente criticaram o comentário, deixo minhas desculpas. Aquela fala definitivamente não representa minha convicção sobre o relacionamento entre empresas e consultorias.

De resto, o bate papo no CEO Summit foi bem bacana. Falamos sobre vários temas interessantes, como a diferença entre empreendedores e gestores, as mudanças que ocorrem numa empresa quando ela cresce e, principalmente, sobre a importância das pessoas numa organização.

Obrigado à Endeavor pelo convite e a todos que participaram do evento”

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