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100% digital, banco de donos do JBS é relançado com projeto de Henrique Meirelles

Banco Original chega com meta de alcançar 2 milhões de clientes em 10 anos, depois de investir R$ 600 milhões em plataforma digital

Henrique Meirelles - Bloomberg
( Lucian Read)

SÃO PAULO – Com projeto do ex-presidente do BC Henrique Meirelles, o banco Original, controlado pelo grupo J&F, foi relançado na última segunda-feira com uma proposta de varejo 100% digital e ambições nada modestas.

Meirelles, cujo nome vem sendo novamente cogitado no meio político para um eventual governo de transição, disse à Reuters que a rentabilidade do Original, hoje minúsculo, deve atingir patamares aceitáveis até 2018 e atrativos até o final da década. "Esperamos que o nosso modelo nos ajude a obter melhores margens de vendas, níveis de inadimplência melhores que a média do sistema com uma base histórica", afirmou à agência.

Com um site responsivo e moderno, a nova plataforma, inspirada no modelo das fintechs, demorou 3 anos para ser criada e custou ao banco um investimento de R$ 600 milhões. Com ela, o Original pretende atingir 100 mil clientes de varejo ainda em 2016 e chegar aos 2 milhões em 10 anos de operação.

À primeira vista, a proposta de “descomplicar a relação com o dinheiro” lembra tecnologias de startup, como a da Nubank, que tem como um dos principais atrativos - além da anuidade zero - a facilidade no atendimento eletrônico e a proximidade na relação com o cliente.

A diferença é que o banco da J&F consegue atuar em todas as frentes onde estão as grandes instituições financeiras: abertura de conta, crédito, transferência e transações financeiras poderão ser feitas, agora, pela internet. Um dos destaques no site é um programa de acúmulo de pontuação no cartão de crédito, algo que a própria Nubank ainda não abarcou.

Breve histórico

Criado em 2008 para conceder empréstimos para fornecedores de gado da JBS, o Banco JBS se transformaria em Banco Original em 2011, com a aquisição do banco Matone. Desde então, vem tentando recuperar-se do rombo financeiro causado pela transição.

No ano passado, depois de uma compra de recebíveis detidos por empresas do grupo do qual faz parte, o banco teve lucro de R$ 110 milhões.

(Com Reuters)

 

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