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Coca-Cola investe em pesquisa que culpa obesidade pela ''falta de exercício''

Chamada The Global Energy Balance Network, a pesquisa defende que os norte-americanos estão muito focados no que comem e não se preocupam o suficiente com exercícios

outdoor Coca-Cola EUA
(Kevin Lamarque/Reuters)

SÃO PAULO – A Coca-Cola, uma das maiores produtoras de produtos com açúcar do mundo, doou US$ 1,5 milhões para uma organização de pesquisa que avalia o papel do refrigerante e fast-food no ganho de peso - e que diz que a culpa, na verdade, é da "falta de exercício".

Chamada The Global Energy Balance Network, a pesquisa defende que os norte-americanos estão muito focados no que comem e não se preocupam o suficiente com exercícios. “O maior foco da mídia popular e da imprensa científica é que ‘oh, eles estão comendo demais, estão comendo demais, estão comendo demais’ – culpando o fast food, bebidas açucaradas e etc”, disse o vice-presidente do grupo, Steven N. Blair, ao The New York Times. “E na verdade não existem evidências convincentes de que isso, de fato, é a causa”.

Por outro lado, especialistas da área da saúde que não concordam com a pesquisa do grupo afirmam que a mensagem é enganadora, usada pela Coca-Cola para desviar as críticas sobre o papel que as bebidas açucaradas têm na disseminação da obesidade e do diabetes tipo 2.

Eles dizem que a empresa está usando o novo grupo para convencer o público de que a atividade física pode compensar uma dieta ruim, apesar das evidências de que os exercícios possuem mínimo impacto no peso quando comparado com o que as pessoas consomem.

A Coca-Cola divulgou um comunicado no qual diz que a empresa “possui longo histórico de apoio a pesquisas científicas com base em evidências relacionadas a nossas bebidas”. A empresa afirma que dá apoio de uma maneira apropriada e “continuará apoiando a pesquisa científica em parcerias público-privadas”.

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