Bovespa

Gávea não deve mais comprar Fleury, dizem fontes; ações afundam 9%

Revista Exame publicou logo pela manhã que acordo teria melado e ações caíam 4%; perdas aceleraram logo após a Bloomberg também noticiar

SÃO PAULO – A Gávea Investimentos, gestora comandada pelo ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, suspendeu as discussões para comprar a Fleury (FLRY3), noticiou a Bloomberg e a Revista Exame, citando pessoas com conhecimento do assunto que pediu anonimato porque as discussões são privadas.

O acordo foi interrompido porque o Instituto Hermes Pardini, laboratório de capital fechado que iria ter operações unidas às do Fleury, queria uma participação maior na companhia combinada, disseram antes pessoas próximas à transação.

Após a notícia sair no terminal da Bloomberg, as ações da Fleury, que já caíam cerca de 5%, aceleraram suas perdas e fecharam com queda de 8,97%, a R$ 14,92 – os papéis FLRY3 movimentaram R$ 17,8 milhões na Bolsa, 4 vezes mais que a média diária dos últimos pregões. Mais cedo, o mercado já refletia a notícia veiculada na Revista Exame falando sobre o não acordo entre as partes.

Aurea Pardini, uma das controladoras do laboratório Hermes Pardini, não teria gostado do contrato negociado pelo Gávea para comprar o Fleury, segundo a revista Exame, sem explicar como obteve informação. O Fundo Gávea, minoritário do Hermes Pardini, pretendia unir os 2 laboratórios, sendo que eles tentaram junto ao Aurea chegar a um acordo nas últimas semanas, mas sem obter sucesso. Procurados, Aurea e Gávea não quiseram comentar, disse a revista.

Na última semana, a Bloomberg havia informado que a gestora de Armínio Fraga estava prestes a anunciar que ganhou uma parceira de peso para arrematar a transação: o Goldman Sachs. Além do banco americano, o Abu Dhabi Investment Authority também estaria considerando se unir à Gávea para realizar a compra do Fleury.