Crise

Demissões no setor de aviação podem somar quase 500 mil até dezembro

Somente em agosto mais de 50 mil postos de trabalho foram fechados no setor

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Avião da aérea low cost argentina Flybondi
(Shutterstock)
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(Bloomberg) – O setor de aviação global eliminou mais de 350 mil empregos nos últimos seis meses, e mais demissões estão a caminho, de acordo com nova pesquisa que investiga o impacto da pandemia de coronavírus no segmento.

O total pode se aproximar de meio milhão de postos de trabalho com a inclusão de cerca de 25 mil cortes que não se enquadram nas principais categorias de companhias aéreas, fabricantes aeroespaciais e aeroportos, e outros 95 mil empregos que estão ameaçados, mas não foram anunciados formalmente, de acordo com Rowland Hayler, cofundador da consultoria Five Aero, que compilou o estudo.

Empresas asiáticas e aeroportos globais parecem estar reduzindo o total de demissões ao evitar cortes de empregos ou pelo menos não os divulgam, disse Hayler.

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Companhias aéreas estão demitindo mais de 200 mil trabalhadores após meses de voos suspensos, que afetaram resultados e ameaçam a sobrevivência de muitas empresas. Com o aumento de casos de Covid-19 nos epicentros e volta das restrições, a demanda de passageiros continua em queda. Aeroportos podem precisar intensificar as demissões à medida que a extensão da recessão se tornar clara, disse Hayler.

Fabricantes como Airbus e Boeing costumam relutar em reduzir a produção devido ao custo e à complexidade de desacelerar linhas de produção, bem como o risco de levar fornecedores de peças ao colapso. As fabricantes de aviões entraram na crise com volumes recordes de pedidos, mas, sem novas encomendas, os cortes de postos de engenharia aumentam.

Mais de 80% dos cortes de empregos anunciados até agora foram na Europa e na América do Norte, embora as duas regiões respondam por apenas 49% do tráfego de passageiros de 2019, mostra o estudo.

Embora o número possa ser maior porque as maiores fabricantes de aviões e muitos fornecedores importantes têm sede no Ocidente, as demissões na Ásia-Pacífico em particular parecem pequenas, disse Hayler, com mais da metade do total vindo apenas da Austrália e da Nova Zelândia.

Empresas asiáticas podem ser mais relutantes em fazer demissões, mas a ausência de dados da China e de outros lugares é um grande problema, disse. Grandes aéreas como Cathay Pacific Airways e Singapore Airlines ainda não anunciaram planos permanentes para reduzir o número de funcionários, enquanto recebem ajuda do governo para pagar licenças. A expectativa é de que essas empresas anunciem demissões nas próximas semanas e meses.

Mais de 50 mil postos de trabalho foram eliminados em todo o setor em agosto, e a tendência indica que muitos mais cortes estão por vir.

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Os números da Five Aero não incluem possíveis anúncios de demissões, como mais de 20 mil cortes adicionais na Emirates e dezenas de milhares nos Estados Unidos, onde trabalhadores em licença foram avisados de que podem perder o emprego permanentemente, disse Hayler.

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