Recuperação?

Confiança do comércio tem alta recorde de 11,5% em agosto, diz CNC

Na passagem de julho para agosto, o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio subiu 17,8%, para 127,1 pontos, na zona de otimismo

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(Getty Images)
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Passado o choque provocado pela pandemia do novo coronavírus, o humor dos comerciantes deu sinais de melhora pelo segundo mês consecutivo, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) cresceu 11,5% em agosto ante julho, a maior alta da série histórica iniciada em abril de 2011.

O indicador subiu a 78,2 pontos, ainda, no entanto, na zona de avaliação pessimista (abaixo dos 100 pontos) e 32% inferior ao patamar de agosto de 2019.

Na passagem de julho para agosto, o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio subiu 17,8%, para 127,1 pontos, na zona de otimismo. Houve melhora nas perspectivas futuras para a economia, para o setor e para a própria empresa.

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O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio cresceu 5,9%, para 36,9 pontos, também com melhores avaliações sobre a economia, o setor e a empresa.

“Cresceu a proporção de empresários que esperam melhora do nível de atividade econômica nos meses à frente: 64,7% em agosto, contra 50,8%, em julho. Por outro lado, as avaliações correntes da economia estão em nível ainda muito baixo, a 85 pontos do nível pré-pandemia”, ressaltou a economista Izis Ferreira, responsável pela pesquisa da CNC, em nota oficial.

Já o Índice de Intenções de Investimentos avançou 4,3% em agosto ante julho, com uma alta de 13,9% no componente contratação de funcionários. Mas houve piora na intenção de investimentos em estoques (-2,4%).

“Com a reabertura gradual e expectativas de melhor desempenho do setor no último quadrimestre, parte dos varejistas já pensa em ampliar as contratações. O último trimestre do ano concentra a principal data para o comércio, com aumento sazonal das vendas entre novembro e dezembro, o que motiva a contratação de funcionários, mesmo os temporários”, justificou a economista da CNC.

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