Filantropo

Bill Gates financia laboratório sul-coreano e diz que país pode produzir 200 milhões de doses da vacina até junho de 2021

A fundação Bill & Melinda Gates doou US$ 3,6 milhões em maio à SK Bioscience para acelerar as pesquisas e o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19

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Bill Gates e Melinda
(Reprodução/Facebook Bill Gates)
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SÃO PAULO – A SK Bioscience, empresa farmacêutica sul-coreana financiada por Bill Gates, poderá produzir 200 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus até junho de 2021, afirmou o co-fundador da Microsoft em carta ao presidente sul-coreano Moon Jae-in.

Gates está cooperando com a Coréia do Sul desde o início da pandemia, afirmou o escritório presidencial de Seul no último domingo (26), citando a carta enviada em 20 de julho pelo bilionário ao presidente coreano.

A fundação Bill & Melinda Gates, instituição filantrópica criada pelo bilionário e por sua esposa, doou US$ 3,6 milhões em maio à SK Bioscience para a farmacêutica acelerar as pesquisas e o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19.

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Uma das principais linhas de atuação da entidade de filantropia criada pelo casal é o desenvolvimento de vacinas e a universalização da imunização em países pobres.

Além de trabalhar em suas próprias possíveis vacinas, a empresa também é uma das fabricantes contratadas pela AstraZeneca, farmacêutica anglo-sueca, para fabricar sua vacina.

Desenvolvida em conjunto com a Universidade de Oxford, a vacina da AstraZeneca está no terceiro e último estágio dos testes em seres humanos e é uma das mais avançadas na corrida global pela imunização.

Centenas de vacinas estão sendo desenvolvidas em todo o mundo contra a Covid-19, à medida que se torna cada vez mais claro que os países não estão conseguindo reabrir com segurança suas economias e retornar à vida normal sem a certeza que não haverão novas ondas de infecção – certeza que só será atingida com uma vacina segura e eficaz.

Pelo menos quatro vacinas, incluindo a AstraZeneca-Oxford, a vacina da farmacêutica americana Moderna e outras duas da China já estão nos estágios finais dos testes, segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que aumenta a esperança de que alguma delas já possa estar disponível à população antes do final do ano.

Estatísticas jogam contra a vacina

Segundo um recente estudo da revista científica Plos One, as chances de prováveis candidatas para uma vacina darem certo é de seis a cada 100. O relatório ainda afirma que a média de tempo para produção de uma vacina e sua ampla disseminação global é de cerca de 10,7 anos.

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Para efeito de comparação, caso a vacina para o novo coronavírus saia ainda neste ano ou no próximo, esse já seria, de longe, a menor janela de tempo que a ciência levou para desenvolver uma vacina.

A vacina que ficou pronta mais rapidamente foi a da caxumba, criada nos anos 1960 em um processo que levou quatro anos. Já a vacina contra o ebola, também considerada uma das mais rápidas em termos de produção, demorou cerca de cinco anos para ficar pronta – mas foi aprovada para uso nos Estados Unidos somente no ano passado.

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