Preocupação

Amazon confirma primeiro funcionário infectado por coronavírus nos EUA e aumenta alerta nos negócios

Em um e-mail interno, a Amazon confirmou que o empregado trabalha no escritório sede da companhia em Seattle, Washington

SÃO PAULO – Na última terça feira (3), a Amazon anunciou que um de seus funcionários testou positivo para a Covid-2019 nos Estados Unidos. Em um e-mail interno, a Amazon confirmou que um empregado do escritório sede da companhia em Seattle, Washington, estava infectado com o vírus.

“O funcionário foi para casa na última terça-feira, no dia 25 de fevereiro, por não estar se sentindo bem”, diz o e-mail interno da companhia.

O empregado voltou para casa e não foi mais trabalhar desde então. No fim de semana seguinte, entrou em contato com as autoridades de saúde para realizar o teste.

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Com a infecção de uma mais uma pessoa, o estado de Washington aumenta o alerta, já que é o segundo estado com mais casos confirmados no país, com 27 casos. Apenas da Califórnia, que possui 38 casos, teve mais confirmações.

De acordo com e-mail interno da companhia, no momento, esse funcionário está em quarentena em sua casa. Todos os seus colegas próximos e quem teve contato com o funcionário doente serão comunicados separadamente e também deverão passar por uma quarentena domiciliar.

“O risco de contaminação dos funcionários que não tiveram contato próximo ou direto com com esse indivíduo é considerado baixo”, termina o e-mail.

A confirmação do primeiro caso americano do novo coronavírus na Amazon ocorre apenas dois dias após a filial da companhia na Itália informar que detectou dois funcionários doentes em Milão. Segundo informações da Reuters, os dois funcionários italianos da varejista estão em quarentena e todos os seus colegas diretos estão sendo orientados.

Na semana passada, antes mesmo da confirmação dos casos, a Amazon já havia recomendado aos seus mais de 700 mil funcionários que evitassem realizar viagens que não fossem essenciais. Além disso, a companhia também colocou restrições de viagem para países com um alto número de casos, como China, Coreia do Sul e Itália.

Amazon não é única big tech com infectados

Além da Amazon, outra gigante da tecnologia também registrou um infectado entre seu quadro de funcionários. Na última sexta-feira (28), o Google enviou um comunicado interno aos funcionários informando que um colaborador que trabalhava em um escritório em Zurique, na Suíça, testou positivo para a Covid-2019.

“Nós tomamos – e iremos continue a tomar – todas as medidas de precaução necessárias, seguindo o conselho das autoridades de saúde pública, pois priorizamos a saúde e a segurança de todos os nosso funcionários e colaboradores”, disse a empresa em comunicado.

Assim como a Amazon, o Google recomendou que seus funcionários evitem realizar viagens internacionais, principalmente para países com grandes números de infectados.

Além dessas recomendações, a companhia também cancelou o Google News Initiative Summit, uma conferência da companhia voltada para o setor de mídia e comunicação que aconteceria nesse primeiro semestre em São Francisco. Ainda não há uma nova data para que o evento venha a ocorrer.

Prejuízos e estimativas de mais perdas

Os reflexos que o novo coronavírus pode ter sob a economia mundial fizeram com que diversas empresas estimassem grandes perdas ao longo do ano, enquanto outras tomam precauções para não deixar o cenário ainda pior.

A Apple afirmou que não irá mais cumprir suas expectativas de receita para o trimestre. O impacto da notícia fez com que a empresa perdesse US$ 45 bilhões em valor de mercado no pregão do dia 18 de fevereiro.

O impacto do coronavírus sob a Apple é muito importante, já que a China, principal epicentro da doença, é um dos maiores mercados da companhia, além de ser um dos maiores centros de produção e distribuição logística da Apple.

Outra gigante da tecnologia que diminuiu as estimativas dos resultados para o ano foi a Microsoft. A companhia comunicou ao mercado que provavelmente não conseguiria atingir as receitas previstas com os negócios da linha “More Personal Computer”, que inclui a receita de licenciamento do sistema operacional da marca para fabricantes de PCs.

Após anunciar, na última semana, que seria difícil arrecadar os US$ 10,75 bilhões previstos para o ano, a resposta do mercado foi ruim para a empresa. A Microsoft viu suas ações caírem cerca de 2%, o que acarretou em uma perda de US$ 62 bilhões em valor de mercado. Assim como a Apple, a Microsoft sofre principalmente com a paralisação de fábricas na China.

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A Mastercard também informou aos investidores sobre a redução nas previsões de faturamento em 2020. A empresa disse que deve sentir uma diminuição entre 2% e 3% na receita trimestral, principalmente puxada pelos impactos do vírus no segmento de turismo e viagens, além do crescimento no comércio eletrônico internacional.

No setor de alimentos, a Coca-Cola estimou uma queda até US$ 0,02 no lucro por ação no primeiro trimestre de 2020. Segundo a companhia, o surto afetou diretamente a cadeia de suprimentos, já que o envio de diversos insumos da China para outras fábricas ao redor do mundo não aconteceu.

A Danone também cortou suas previsões de vendas no primeiro trimestre de 2020 em cerca de 100 milhões de euros. Houve, ainda, uma queda na estimativa de crescimento de vendas em 2020 de 5% para 2%. o país é responsável por cerca de 10% da vendas totais do grupo.

Há ainda marcas e companhias que decidiram encerrar, por ora, suas operações na província de Wuhan, onde foram relatados os primeiros casos, e na China em como um todo.

É o caso de McDonald’s, Starbucks e Nike. As empresas do setor de alimentos decidiram suspender suas operações na província de Wuhan, enquanto a distribuidora de artigos esportivos fechou metade de suas lojas no país. A Tesla também aderiu ao movimento e fechou temporariamente sua recém-inaugurada fábrica em Xangai.

Há ainda, as companhias que estão evitando a Ásia no geral. As marcas de luxo Chanel e Prada adiaram seus desfiles na Ásia por conta da situação com o continente – China, Coreia do Sul e Japão são os países asiáticos com a situação mais delicada.

A Disney também decidiu fechar seus resorts em Xangai e Hong Kong. Durante uma teleconferência com investidores, Christine McCarthy, diretora financeira da Disney, afirmou que a empresa prevê uma diminuição de US$ 135 milhões no lucro operacional do parque de Xangai e US$ 40 milhões no lucro operacional do parque de Hong Kong, caso ambos permaneçam fechados por um mês.

O Alibaba, o maior e-commerce chinês, embora não tenha alterado suas estimativas financeiras para 2020, afirmou que o vírus pode mudar muito o padrão de compras das pessoas, onde os consumidores devem diminuir bastante os gastos discricionários, como viagens e restaurantes.

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Maggie Wu, diretora financeira do Alibaba, afirmou em teleconferência com investidores que a receita geral será impactada negativamente, mas não informou número ou estimativa de resultado.

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