Trump volta a sugerir concorrer a um 3º mandato, o que é proibido pela Constituição

Em discurso na reunião anual da Associação Nacional do Rifle, ex-presidente lembrou que Franklin Delano Roosevelt exerceu quatro mandatos; mas a 22ª Emenda proíbe hoje que o fato se repita

Roberto de Lira Equipe InfoMoney

O ex-presidente e candidato republicano à Presidência dos EUA, Donald Trump, durante comício 01/05/2024 (Foto: Brendan McDermid/ Reuters)

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O ex-presidente Donald Trump relançou num discurso neste sábado (18) a ideia de concorrer a um terceiro mandato em caso de vitória nas eleições presidenciais de novembro. Pela Constituição dos Estados Unidos, um presidente só pode servir por dois mandatos e Trump já exerceu o cargo entre 2017 e 2021.

“Sabe, FDR [referência Franklin Delano Roosevelt], quase 16 anos, ele teve quatro mandatos. Não sei, vamos considerar três mandatos? Ou dois mandatos?”, brincou durante a reunião anual da Associação Nacional do Rifle, falando diante de uma multidão de defensores dos direitos às armas. Do público, foram ouvidos vários gritos em resposta: “Três”.

Segundo o site Politico, não é a primeira vez que Trump menciona estender sua permanência na Casa Branca, uma ideia que ele sugeriu durante a campanha de 2020.

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Seus últimos comentários podem fornecer mais material para a campanha do presidente Joe Biden, que tem tentado pintar Trump como uma ameaça à democracia e às normas institucionais.

Mas Trump já havia dito à revista Time em uma entrevista em abril que não seria a favor de desafiar a 22ª Emenda, promulgada após a presidência de Roosevelt. “Eu não seria a favor de jeito nenhum. Pretendo servir quatro anos e fazer um grande trabalho. E quero trazer o nosso país de volta. Quero colocá-lo de volta no caminho certo. Nosso país está caindo. Somos uma nação falida agora. Somos uma nação em turbulência”, disse.

No discurso do sábado, em Dallas, no Texas, Trump falou naturalmente sobre acesso a armas, mas também abordou imigração, política externa, economia e aborto. Em determinado momento, ele criticou o candidato independente Robert F. Kennedy Jr. como alguém da “esquerda radical”.

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Sua viagem a Dallas ocorre quando seu julgamento criminal em Nova York se encaminha para o clímax, com as alegações finais esperadas para esta terça-feira (21). Ele criticou as acusações de promover um esquema de ocultação de dinheiro em 2016 e reclamou da ordem de mordaça emitida pelo juiz do caso, Juan Merchan.