Trump supera Biden em cinco de seis estados cruciais para eleição, diz pesquisa

Além da desvantagem em estados considerados chave para o desenrolar da disputa, Biden tem perdido apoio entre eleitores jovens, negros e hispânicos; economia e guerra em Gaza são questões importantes

Equipe InfoMoney

Os candidatos à presidência dos EUA Donald Trump e Joe Biden (Reuters/Brendan McDermid e Elizabeth Frantz)

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A campanha pela reeleição de Jose Biden recebeu novas más notícias nesta segunda-feira (13). Segundo pesquisa de intenção de votos feita em conjunto por The New York Times, Siena College e The Philadelphia Inquirer, seu oponente republicano, ex-presidente Donald Trump, permanece à frente na disputa em cinco de seis estados-chave, aqueles que oscilam nas preferências entre republicanos de democratas – os “swing states”.

Pelo levantamento, feito entre o final de abril e o começo de maio, Trump venceria em Michigan, Arizona, Nevada, Geórgia e Pensilvânia, enquanto Biden teria maioria no Wisconsin.

O estudo captou também um anseio por mudanças e um descontentamento tanto com a economia como com a guerra em Gaza em uma parcela importante da população que ajudou na vitória de Biden Há quatro anos: eleitores jovens, negros e hispânicos.

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A pesquisa mostrou um quadro praticamente inalterado em relação ao da última série de NY Times/Siena, feita em novembro. Desde então, o mercado de ações ganhou 25%, o julgamento criminal de Trump em Manhattan começou e a campanha de Biden liberou dezenas de milhões de dólares em anúncios nos estados do campo de batalha.

Ainda assim, Trump continuou à frente: lidera por 50% a 38% em Nevada, por 49% a 39% na Geórgia, por 49% a 42% em Michigan e por 49% a 42% também no Arizona. Sua vantagem na Pensilvânia está em 47% a 44%, dentro da margem de erro da pesquisa. Mas a liderança de Biden no Wisconsin (47% a 45%) também tem essa ressalva estatística.

Desejo por mudanças

O estudo apontou que quase 70% dos eleitores dizem que os sistemas político e econômico do país precisam de grandes mudanças – ou mesmo de serem totalmente demolidos. Enquanto isso, apenas uma fatia dos apoiadores de Biden (13%) acredita que o atual presidente traria grandes mudanças em seu segundo mandato.

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Trump e Biden estão essencialmente empatados entre eleitores de 18 a 29 anos e hispânicos, mas cada um desses grupos deu a Biden mais de 60% de seus votos em 2020.

Trump também conquista atualmente mais de 20% dos eleitores negros – uma contagem que seria o nível mais alto de apoio negro a qualquer candidato presidencial republicano desde a promulgação da Lei dos Direitos Civis, em 1964.

As pesquisas sugerem que a força de Trump entre eleitores jovens e não brancos alterou pelo menos temporariamente o mapa eleitoral, com Trump subindo para uma vantagem significativa no Arizona, Geórgia e Nevada – estados relativamente diversos onde eleitores negros e hispânicos impulsionaram Biden a vitórias nas eleições de 2020.

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Enquanto isso, Biden manteve a maior parte de seu apoio entre os eleitores mais velhos e brancos, que são muito menos propensos a exigir mudanças fundamentais no sistema e muito mais propensos a dizer que a democracia é a questão mais importante para seu voto. Como resultado, Biden seria mais competitivo nos três estados relativamente brancos do Norte: Michigan, Pensilvânia e Wisconsin.

Segundo o NYT, a economia e o custo de vida continuam sendo as questões mais importantes para um quarto dos eleitores – e um obstáculo significativo para as perspectivas de Biden. Mais da metade dos eleitores ainda acredita que a economia está “pobre”, com queda de apenas um ponto percentual desde novembro, apesar do arrefecimento da inflação, do fim dos aumentos de juros e dos ganhos significativos do mercado de ações.

Além disso, a pesquisa apontou outra descoberta que frustra os democratas: mesmo que apresente oportunidade para Biden, quase 20% dos eleitores o culpam mais do que a Trump pela decisão da Suprema Corte em 2022 de derrubar a decisão Roe versus Wade. Ou seja, até mesmo numa questão que seria uma vulnerabilidade de Trump – o direito ao aborto – Biden não consegue uma imposição maior.

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Em média, 64% dos eleitores nos estados disseram que o aborto deveria ser sempre ou principalmente legal, incluindo 44% dos próprios apoiadores de Trump.