Senado dos EUA aprova projeto para financiar governo até março; Câmara deve votá-lo hoje

O projeto, se aprovado, será enviado para o presidente Joe Biden, à medida que os congressistas tentavam concluir a apreciação antes da esperada tempestade de neve

Estadão Conteúdo

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Nos Estados Unidos, o Senado aprovou, com facilidade, um projeto de lei que estende o financiamento do governo norte-americano até março. Mas a votação deve ser mais controversa na Câmara, nesta quinta-feira, o que evidencia o caminho acidentado para definir os detalhes dos US$ 1,66 trilhão em despesas planejadas para o ano inteiro.

O Senado, de maioria democrata, aprovou, por 77 a favor e 18 contrários, a medida que evita uma paralisação parcial do governo neste fim de semana, marcando a terceira extensão desse financiamento para o ano fiscal de 2024.

A Câmara deve votar o tema no final do dia. O projeto, se aprovado, será enviado para o presidente Joe Biden, à medida que os congressistas tentavam concluir a apreciação antes da esperada tempestade de neve na sexta-feira em Washington D.C.

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O Congresso tem sido palco de uma batalha em relação aos gastos há meses, com os conservadores insistindo nas suas exigências de cortes profundos de gastos como condição para concordarem em apoiar o financiamento do governo.

As atividades do governo federal têm sido garantidas por uma série de resoluções contínuas (CRs na sigla em inglês) desde 1º de outubro, depois que o então presidente da Câmara, o republicano Kevin McCarthy, resistiu aos defensores de menos gastos e surpreendeu ao colocar uma resolução contínua no plenário, uma estratégia que acabou levando um bloco de republicanos a planejar sua destituição.

Desde que assumiu o cargo em outubro, o presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, enfrenta repetidamente uma endurecida ala à direita. Devido à oposição linha dura a outra resolução contínua, que fixa tanto os níveis de despesa como as prioridades, o porta-voz está planejando colocar o projeto de lei em plenário sob procedimentos que exigem dois terços dos votos da Câmara.

Ao fazer isso, ele contorna a necessidade de uma votação processual que os dissidentes republicanos provavelmente bloqueariam, mas que agora terão de contar fortemente com o apoio democrata, tal como fez McCarthy – o que nunca é uma boa imagem para um líder republicano. Fonte: Dow Jones Newswires