G7 diz estar preocupado com aprofundamento dos laços entre Rússia e Coreia do Norte

Ministros pediram que a Coreia do Norte interrompa as exportações de armamento e acabe com seu programa de armas nucleares

Reuters

Bandeira da Coreia do Norte em zona desmilitarizada - 19/7/2022 (Reuters/Kim Hong-Ji)

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Ministros das Relações Exteriores de 10 países, incluindo os do Grupo dos Sete (G7), condenaram nesta sexta-feira (31) transferências de armas da Coreia do Norte para a Rússia, dizendo que as armas estavam sendo usadas contra a Ucrânia.

Os ministros de Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos, juntamente com a União Europeia, pediram que a Coreia do Norte interrompa as exportações e também acabe com seu programa de armas nucleares.

“Nossos governos se opõem de forma resoluta a essas contínuas transferências de armas, as quais a Rússia usou para atacar a infraestrutura crítica da Ucrânia, prolongando o sofrimento do povo ucraniano”, disseram em comunicado.

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Os aliados ocidentais reafirmaram as recentes sanções que impuseram contra a Coreia do Norte e a Rússia, mas não apontaram nenhuma nova medida.

A Rússia disse neste mês que as alegações ocidentais de que estava cooperando militarmente com a Coreia do Norte eram imprecisas e que seu relacionamento com Pyongyang não era dirigido contra terceiros países nem ameaçava a segurança da região.

A declaração de sexta-feira conclamou a Coreia do Norte a abandonar “todas as armas nucleares, mísseis balísticos e programas relacionados de maneira completa, verificável e irreversível”, acrescentando que a diplomacia é a única maneira de trazer uma paz duradoura.

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As tensões na península coreana aumentaram desde que a Coreia do Norte, no ano passado, desfez um pacto de 2018 que visava diminuir as tensões perto da fronteira militar, elaborado sob uma trégua que encerrou a Guerra da Coreia de 1950-53.

A declaração do Ocidente foi feita um dia depois que a Coreia do Norte disparou uma barragem de mísseis balísticos de curto alcance no que disse ser uma demonstração de sua disposição de lançar um ataque preventivo contra o “regime de gângsteres” da Coreia do Sul.