Erupção de vulcão, chuvas e enchentes castigam Indonésia no fim de semana 

Desastres climáticos resultaram em 43 mortes e 15 desaparecidos até a manhã desta segunda (13)

Equipe InfoMoney

Área afetada por enchente e deslizamentos em Tanah Datar 05/12/2024 Antara Foto/Adi Prima/via REUTERS

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Inundações repentinas e deslizamentos de terra mataram pelo menos 43 pessoas na Indonésia no fim de semana, enquanto a busca por 15 pessoas desaparecidas continua, informaram autoridades à Reuters nesta segunda (13). 

Chuvas torrenciais na noite de sábado (11) provocaram enchentes, deslizamentos de terra e fluxo de lava fria – uma mistura semelhante a lama de cinzas vulcânicas e detritos de rocha e água – em três distritos da província de Sumatra Ocidental. 

O fluxo de lava fria desceu do monte Marapi, um dos vulcões mais ativos de Sumatra. Segundo a BBC, essa lava é como uma “lama de concreto úmido”, que pode aumentar em volume à medida que incorpora outros detritos em seu caminho. 

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O desastre deste final de semana é mais um entre os vários incidentes registrados na região desde o ano passado.

Em dezembro, 23 alpinistas morreram quando o vulcão entrou em erupção. Em fevereiro deste ano, inundações repentinas danificaram dezenas de casas no Tanah Datar, um distrito de Sumatra Ocidental. 

No mês passado, a erupção do Monte Ruang lançou enormes nuvens de cinzas até 2 km de altura e 5 km de distância. O espaço aéreo da região foi fechado, estradas foram bloqueadas e 12 mil pessoas foram orientadas a evacuar a região. 

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Segundo o jornal The Guardian, o vulcão Marapi está no terceiro nível mais alto de quatro níveis de alerta desde 2011, indicando atividade vulcânica acima do normal. Ele está entre os mais de 120 vulcões ativos na Indonésia.  

“Inundações repentinas e deslizamentos de terra de lava fria continuam a se repetir e aumentar de intensidade devido à exploração excessiva dos recursos naturais e ao desenvolvimento aleatório”, disse à BBC Wengki Purwanto, diretor do Fórum Indonésio para o Meio Ambiente. 

“Como resultado, os desastres se repetem todos os anos. Na verdade, eles aumentam em frequência a cada ano. A distância entre um desastre e outro fica mais próxima”, afirmou Purwanto.