Crise se agrava no Equador e presidente declara que país está em “conflito armado interno”

País está em "Estado de Exceção" desde a segunda-feira por conta de uma crise de segurança pública; criminosos invadiram à tarde um programa de TV em Guayaquil

Roberto de Lira

Bandeira do Equador (Shutterstock)

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A crise de segurança pública no Equador se deteriorou nesta terça-feira (9) com o registro de vários atentados e ações de grupos armados em diversas partes do país. Às 14 horas, circulou nas redes sociais as imagens  de uma invasão de um grupo de pessoas encapuzada e amadas no estúdio da emissora TC Televisión, em Guayaquil.

Em uma transmissão ao vivo, é possível ver cinegrafistas e funcionários sendo obrigados a deitar no chão, enquanto são ouvidos gritos e sons que foram identificados como tiros.

Órgãos de imprensa locais informam que havia ao menos um ferido e reféns no prédio. Vários funcionários do canal foram aos telhados da emissora pedir ajuda. A polícia local fez uma ação na sequência e prendeu vários invasores, segundo informações oficiais.

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Também nesta tarde, houve uma tentativa de invasão da Universidade Nacional de Guayaquil, segundo vídeos divulgados nas redes sociais do jornal El Liberal. Num deles, há correria na entrada do prédio e, em outro, estudantes e professores fizeram barricada para evitar a invasão da sala de aula.

Após  a intensificação dos ataques, o presidente Daniel Noboa emitiu um novo decreto para declarar “conflito armado interno a nível nacional” e ordenou às forças militares que neutralizem os grupos criminosos.

O decreto listou mais de 20 grupos do crime organizado transnacional como organizações terroristas e “atores beligerantes não estatais”.

O Equador está em Estado de Exceção e toque de recolher entre 23h e 5h desde a segunda-feira.

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