Campanha de Robert Kennedy Jr. processa Meta alegando interferência nas eleições

Dona das plataformas Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp alega que um link para vídeo sobre o candidato "foi equivocadamente bloqueado", mas restaurado na sequência

Reuters

Candidato independente à presidência dos EUA, Robert F. Kennedy, fala em entrevista coletiva à imprensa - 01/05/2024 (Eduardo Munoz)

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Nova York (Reuters) – O candidato independente à presidência dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., e um comitê de ação política que o apoia entraram com um processo nesta segunda-feira (13) contra a empresa matriz do Facebook, Meta Platforms, alegando que a gigante da tecnologia interferiu com a eleição ao bloquear um anúncio político.

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O processo, apresentado em um tribunal federal de São Francisco por Kennedy e o super comitê de ação política American Values 2024, que pagou pelo vídeo de 30 minutos sobre a vida de Kennedy, afirmou que a Meta censurou o vídeo ao removê-lo e impedir que usuários o vissem, compartilhassem ou publicassem um link para ele em suas plataformas.

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A Meta é dona das plataformas Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp.

O processo disse que a Meta começou a censurar o vídeo em 3 de maio “em questão de minutos” e citou um comunicado da Meta, em 5 de maio, afirmando que o vídeo não estava mais sendo censurado. O processo alega que o vídeo ainda está sendo bloqueado para os usuários.

“Os réus parecem acreditar que podem, com impunidade legal, emitir ameaças a seus usuários e usar seu vasto poder de censura, suspensão de contas e retirada de plataformas para favorecer ou visar o candidato à presidência de sua escolha”, disse o processo.

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A Meta se recusou a comentar o processo. Um porta-voz da Meta disse em um comunicado na semana passada: “O link foi equivocadamente bloqueado e foi rapidamente restaurado quando o problema foi descoberto”.

O vídeo, batizado de “Quem é Bobby Kennedy” e narrado pelo ator Woody Harrelson, é um mergulho de 30 minutos na vida de Kennedy, sua família famosa e a percepção da empresa de que ele é “esquisito”. Destaca o histórico de Kennedy como um advogado ambiental e seus temores por uma vacina contra o coronavírus “apressada” e ceticismo sobre a eficiência dos lockdowns da pandemia.

Kennedy, que foi banido no passado pelo YouTube, da Alphabet Inc, e do Instagram, da Meta, por disseminar desinformação sobre vacinas e sobre a pandemia de covid-19, rejeita o rótulo de anti-vacina e afirma que os imunizantes deveriam passar por testes mais rigorosos.