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Com Brexit, Reino Unido cai para 6º lugar em ranking de turismo

Em teoria, a desvalorização da moeda de um país deveria ser benéfica para o turismo, mas outros fatores potencialmente relacionados ao Brexit podem ter neutralizado a baixa da libra

Cabine telefônica em Londres
(Shutterstock)

(Bloomberg) -- O Brexit fez a libra despencar e tornou as férias no Reino Unido mais baratas, mas nem por isso o país agora é um lugar mais atraente para o turismo.

De acordo com o ranking de turismo do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), divulgado na quarta-feira, o Reino Unido caiu de quinto para sexto país mais competitivo em viagens este ano. Entre os 10 principais países, foi o único país a cair no ranking, ultrapassado pelos EUA.

A queda deveu-se a uma diminuição na pontuação britânica por seu ambiente de negócios e em termos de abertura internacional, na qual o Reino Unido agora ocupa a 23ª posição global.

A libra se desvalorizou quando os britânicos votaram para deixar a União Europeia em 2016, perdendo mais de 13% do valor em relação ao dólar em duas semanas. Esta semana a moeda caiu para menos de US$ 1,20 pela primeira vez desde janeiro de 2017, com a indicação do primeiro-ministro Boris Johnson de que pode pressionar por eleições gerais se o parlamento votar por um novo adiamento do Brexit.

Em teoria, a desvalorização da moeda de um país deveria ser benéfica para o turismo, pois aumenta o poder de compra dos que ganham em diferentes moedas, atraindo visitantes estrangeiros. A queda do Reino Unido no ranking do WEF sugere que outros fatores potencialmente relacionados ao Brexit podem ter neutralizado a baixa da libra.

De acordo com os dados mais recentes do Escritório de Estatísticas Nacionais, 3,3 milhões de turistas visitaram o Reino Unido em maio, queda de mais de 5% em relação ao ano passado.

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