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Aéreas impõem restrições contra laptops da Apple em voos por medo de fogo

A Qantas Airways é a mais recente a proibir que alguns modelos sejam transportados na bagagem despachada

MacBook
(Shutterstock)

(Bloomberg) -- Aumenta o número de companhias aéreas que adotam restrições contra laptops MacBook Pro em voos. A Qantas Airways proibiu que alguns modelos sejam transportados na bagagem despachada, devido à preocupação de que as baterias possam pegar fogo.

Todas os modelos do MacBook Pro de 15 polegadas da Apple devem ser levados na cabine e desligados, informou a Qantas em comunicado na quarta-feira. A regra entrou em vigor na terça-feira pela manhã. Em 26 de agosto, a rival Virgin Australia tomou uma medida ainda mais rigorosa e proibiu todos os modelos de laptops da Apple em bagagem despachada.

As duas maiores companhias aéreas da Austrália entram na crescente lista de operadoras e jurisdições em todo o mundo que aumentam o controle sobre computadores portáteis com a preocupação de que alguns possam pegar fogo.

Os modelos em questão são algumas unidades do MacBook Pro de 15 polegadas vendidos entre setembro de 2015 e fevereiro de 2017. A Apple divulgou um recall em junho, informando que “em um número limitado de unidades do MacBook Pro de 15 polegadas, a bateria pode superaquecer" e apresentar risco de incêndio.

A Singapore Airlines e a Thai Airways International já impediram passageiros de levar qualquer um dos modelos afetados em suas aeronaves.

No início do mês, a Administração Federal de Aviação dos EUA disse que havia alertado grandes companhias aéreas dos EUA sobre o recall da Apple. A FAA recomendou que as companhias aéreas seguissem as instruções de segurança de 2016 para produtos com baterias em recall. Isso significa que os laptops Apple afetados não devem ser levados em voos na bagagem despachada ou de mão.

A Agência de Segurança da Aviação da União Europeia emitiu seu alerta sobre os modelos do MacBook Pro em 1º de agosto.

Embora tenham ocorrido repetidos incidentes de celulares, laptops e outros dispositivos que superaqueceram e pegaram fogo em compartimentos de passageiros de aviões, nenhum incêndio saiu do controle. Houve pelo menos três acidentes, dois deles fatais, em companhias aéreas de carga desde 2006, nos quais baterias de lítio poderiam ter causado os incêndios.

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