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Museu Nacional: queda de balão pode ter sido a causa do incêndio

Ministro da Cultura falou sobre o desastre à coluna de Mônica Bergamo

Museu Nacional em chamas
(Tânia Rego/Agência Brasil)

SÃO PAULO - A queda de um balão no teto do Museu Nacional pode ter sido a causa inicial das chamas no prédio, localizado na Quinta da Boa Vista, região Norte do Rio de Janeiro. A suspeita foi divulgada pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, à coluna de Mônica Bergamo na Folha de São Paulo. 

Controlado por volta das 3h da manhã, o incêndio de grandes proporções pode destruído boa parte do acervo do museu, que acaba de completar 200 anos. 

Ao falar sobre a possível queda do balão, o ministro falou na necessidade de apurar se o fogo tem relação com a manutenção do espaço, responsabilidade do governo. "É preciso apurar se há de fato uma conexão entre o incêndio e a fragilidade e a deficiência do museu", disse à coluna. 

Vale lembrar que soltar balões é crime enquadrado no código penal e também no ambiental. 

O museu é a mais antiga instituição histórica do país, pois foi fundado por dom João VI em 1818. É vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com perfil acadêmico e científico. Tem nota elevada nos institutos de pesquisa por reunir peças raras, como esqueletos de animais pré-históricos e múmias.

Oficialmente, o Corpo de Bombeiros informou que não há ainda dados sobre as causas do incêndio. No domingo (2), funcionários do museu relataram problemas na obtenção de água, pois dois hidrantes não funcionaram no momento em que os bombeiros estavam no local.

Como o museu está em uma colina, no parque nacional, há uma série de limitações para o fornecimento de água. Os bombeiros confirmaram que o abastecimento de água foi feito por carros-pipa, cedidos pela companhia de água e esgoto do Rio de Janeiro.

Acervo

O Museu Nacional do Rio reunia um acervo de mais de 20 milhões de itens dos mais variados temas, coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. No local, estava a maior coleção de múmias egípcias das Américas.

No local, também estava Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas, que remete a 12 mil anos, e representa uma jovem de 20 a 24 anos. Havia ainda no acervo o esqueleto do Maxakalisaurus topai, maior dinossauro encontrado no Brasil.

História

O local foi sede da primeira Assembleia Constituinte Republicana de 1889 a 1891, antes de ser destinado ao uso do museu, em 1892. O edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Museu Nacional do Rio oferece cursos de extensão e pós-graduação em várias áreas de conhecimento. Para esta semana, era esperado um debate sobre a independência do país. No próximo mês, estava previsto o IV Simpósio Brasileiro de Paleontoinvertebrados no local. 

Com Agência Brasil

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