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Anac autoriza primeira companhia low-cost internacional a operar no Brasil

Atrás somente da Ryanair e da Easyjet, a companhia é a terceira maior de baixo custo no continente europeu

Norwegian Air
(Philip Pilosian / Shutterstock.com)

SÃO PAULO – Nesta terça-feira (7), a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) publicou no Diário Oficial da União a autorização para que a companhia aérea Norwegian Air opere voos regulares no Brasil. Ela é a primeira low-cost internacional que recebe autorização para atuar no país.

Atrás somente da Ryanair e da Easyjet, a aérea é a terceira maior de baixo custo no continente europeu e opera voos principalmente para o Reino Unido e Irlanda.

A expectativa é de que sua operação em território brasileiro inicie somente em janeiro, visto que ainda é necessário que a companhia apresente determinada documentação à Anac. O pedido de frequências de voos e início de venda das passagens começam depois da regularização da papelada.

Ela deve começar com voos entre São Paulo e Londres ou Rio de Janeiro e Londres, mas, a longo prazo, pode operar também em outros aeroportos brasileiros.

A Norwegian já opera em um mercado da América Latina, o argentino, além de outros países europeus como Espanha, Itália, Finlândia, França, Suécia, Polônia e Dinamarca.

Outra companhia de preços baixos já está em negociações com a Anac para operar no Brasil, a argentina Flybondi, que deve chegar com voos entre São Paulo e Buenos Aires. A Avian, do grupo Avianca, também está em processo para obter a autorização da agência.

Em maio deste ano, a companhia Joon, do grupo Air France, chegou ao país com voos diretos entre Fortaleza e Paris. Ela não considera sua operação low-cost, mas têm custos mais baixos que as demais companhias que operam voos internacionais no Brasil – uma passagem de ida e volta entre as capitais sai por cerca de R$ 2.900.

A chegada dessas aéreas no país foi possível graças à resolução 400 da Anac, aprovada em dezembro de 2016 e que estabelece o fim da obrigatoriedade da franquia de bagagem, permitindo às aéreas cobrar ou não pelo despacho.

Isso porque as companhias low-cost têm, em sua maioria, regras estritas sobre as malas que os turistas levam no avião: normalmente, ele têm direito a embarcar somente com uma “mochila” ou mala pequena na cabine do avião; se desejar despachar ou levar consigo outra peça de bagagem, deverá pagar por isso. Alimentação e marcação de assento também são cobradas.

A ideia é de “enxugar” ao máximo os custos operacionais para garantir o preço mais baixo da bagagem – tanto que essas mesmas companhias não possuem, por exemplo, totens de check-in no aeroporto; o atendimento é feito somente em balcão. A economia é aplicada também no combustível do avião: a restrição de bagagens tem como objetivo diminuir o peso da aeronave, economizando o consumo do combustível.

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