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Viagem internacional: o que fazer com a alta do dólar?

Para não gastar mais do que o estimado, basta ter planejamento e ficar atento a gastos extras e, talvez, fazer um novo roteiro de viagem, priorizando o que é essencial – como seguro viagem e saúde

estátua Walt Disney
(Mike Blake/Reuters)

SÃO PAULO – Por mais que houvesse expectativa de alta do dólar em 2014, quase ninguém esperava que ele pulasse para o patamar atual em tão pouco tempo. E muitas pessoas já estão com viagens planejadas, marcadas e programadas para 2015. Como fazer, então, com os gastos da viagem, que podem dobrar com esta alta?

Segundo o CEO da Temporada em Orlando, Wendel Ferrari, adiar ou desistir da viagem não é necessário; basta ter planejamento e ficar atento a gastos extras e, talvez, fazer um novo roteiro de viagem, priorizando o que é essencial – como seguro viagem e saúde.

“Outro ponto importante é a compra da moeda local. Recomendamos que o turista faça o câmbio aos poucos. Se deixar para trocar o dinheiro muito próximo à viagem pode acontecer de o valor subir muito, em função da oscilação do dólar", salienta. .

É importante também não deixar os gastos saindo do controle - e ir para o exterior sabendo quanto a viagem lhe custará. "Além disso, estando nos EUA, aconselhamos pagar as compras em espécie ou cartão de débito, evitando, ao máximo, utilizar o cartão de crédito”, orienta.

Para as férias de julho, é preciso ficar ainda mais atento à alta dos preços. Muitas das atrações para turistas vendem seus ingressos na internet, o que pode te ajudar no controle. Além de economizar tempo, ao escolher esse método, pode ser que você encontre algumas promoções. “Alguns sites realizam promoções na baixa temporada, mas o turista pode comprar entradas para qualquer data”, indica o CEO.

Até na locomoção ter um roteiro ajuda: em Orlando, por exemplo, saber da localização dos principais parques e atrações, você pode se planejar e separar um dia inteiro apenas para isso e outro para compras, por exemplo. Dessa maneira você economiza tempo e até mesmo gasolina, caso alugue um carro.

Com relação às compras, uma boa alternativa para conseguir economizar com o dólar alto é entrar nos sites de shoppings e outlets. “Por aqui é muito comum cupons de desconto. Os principais centros comerciais disponibilizam online, basta imprimir o cupom e aproveitar descontos de até 40%”, diz Ferrari, que atualmente reside em Orlando. Muitas lojas, principalmente nos outlets, vendem os mesmos produtos a preços bem menores.

Outro fator em que se pode economizar é na hospedagem e alimentação. Se o destino é Orlando, por exemplo, é preferível alugar uma casa à optar por hotel. A economia com esse tipo de hospedam pode chegar a até 30% no valor da viagem. “Para grupos, a partir de quatro pessoas, é possível encontrar diárias de US$ 19 por pessoa, em uma casa em condomínio fechado, com três quartos, sala de jogos e piscina privativa”, comenta o executivo.

 

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