Em minhas-financas / seguros

Assessoria Financeira + Gestão de Riscos = Planejamento Financeiro

Muito tem se comentado e discutido a respeito de incidência tributária sobre herança

Dinheiro
(Vintage Tone)

O famoso processo de inventário traz consigo uma carga emocional e financeira que cada vez mais tem despertado o interesse das pessoas em se planejar e organizar uma forma de transmissão mais rápida e econômica.

Entrando em cena principalmente para famílias que já conseguiram construir e consolidar seu patrimônio, esta preocupação integra a última fase do planejamento financeiro familiar.

Mas e o caminho percorrido até a fase de sucessão?

Pois bem, nossa intenção com esta matéria é trazer informações sobre todas as fases de um planejamento financeiro bem feito, contemplando os riscos mais comuns da vida financeira e como podem impactar seu planejamento, colocando tudo por água abaixo.

Para que um planejamento de longo prazo seja bem dimensionado, é de extrema importância que seja feita uma gestão efetiva dos riscos pessoais envolvidos em cada fase da trajetória patrimonial.

A atuação conjunta do especialista em gestão de riscos e o assessor de investimentos proporciona uma análise mais profunda e completa do perfil do cliente. Este processo gera maior tranquilidade e segurança para a execução do planejamento financeiro em todas as fases de Construção, Consolidação e Sucessão do patrimônio.

OK, mas você pode estar se perguntando:

  • Em qual fase eu me encontro?
  • Quais são os riscos pessoais que podem inviabilizar meu planejamento atual?
  • Como posso me proteger sem prejudicar minhas metas financeiras?

Veja abaixo a visão técnica de Nayara Bueno, sócia responsável por gestão de riscos na Zahl Investimentos, sobre as diferentes etapas da trajetória financeira.

Fase 1 - CONSTRUÇÃO

Perfil mais comum: pessoas entre 18 e 30 anos, solteiro (a), sem filhos, ingressando no mercado de trabalho, independentes financeiramente, patrimônio em fase acumulação, renda em ascensão, projetando crescimento patrimonial de longo prazo.

Principais riscos financeiros da fase: INVALIDEZ e DOENÇAS GRAVES.

O risco da incapacidade de trabalho permanente, principalmente por acidente, coloca em xeque todo um planejamento futuro, uma vez que na incapacidade de geração de renda, não haverá aportes necessários à acumulação. Além disso, é bem provável que a reserva constituída nessa fase não seja suficiente para a manutenção das despesas fixas já previstas até o fim da vida. Com isso, perde-se a independência financeira conquistada e volta-se a ser dependente de terceiros.

Solução mais econômica: contratação de uma apólice de seguro bem dimensionada com as coberturas de Invalidez e Doenças Graves.

Uma indenização adequada ao seu perfil, será capaz de manter sua independência financeira já conquistada.

FASE 2 - CONSOLIDAÇÃO

Perfil mais comum: pessoas entre 30 e 55 anos, casadas, construindo família, estabilidade profissional, renda estável, com patrimônio imobilizado (apartamento, carro, casa na praia, participação em empresas, entre outros), pilares financeiros da família, custo de vida alto, parte da renda comprometida com pagamento do patrimônio a longo prazo (financiamentos), principal fase de geração de receita.

Principais riscos financeiros da fase: MORTE PREMATURA, INVALIDEZ e DOENÇAS GRAVES.

A falta prematura do pilar financeiro da família gera um impacto emocional e financeiro instantâneo. Até que haja a reorganização da família, as despesas do dia a dia ficam comprometidas com a falta de liquidez e com a queda significativa da entrada de recursos. Esse cenário se agrava quando o profissional é autônomo/liberal, pois caso não exista uma reserva constituída adequada para suportar tais despesas, não haverá nenhuma outra fonte de receita. O risco de invalidez nessa fase é complicado, pois além de repercutir na incapacidade de geração de renda, haverá o aumento das despesas fixas, que já são altas, com as adaptações que se farão necessárias. Assim como a descoberta de uma doença grave, que altera drasticamente não só a vida do indivíduo, mas como a da família toda, que fica envolvida na situação. É comum encontrarmos cônjuges pedindo demissão ou reduzindo a carga de trabalho para auxiliar o parceiro nesse momento, sendo obrigados a utilizar os recursos acumulados de forma rápida.

Solução mais econômica: contratação de uma apólice de seguro de vida, que possa garantir a sobrevivência e educação dos filhos até a maioridade, e que também contemple indenizações em casos de invalidez e diagnóstico de doenças graves para que a reserva já formada para o futuro não seja impactada e utilizada antecipadamente.

FASE 3 - SUCESSÃO

Perfil mais comum: pessoas acima de 60 anos, casadas, com filhos, diminuindo o ritmo de trabalho, com patrimônio já formado e consolidado.

Principais riscos financeiros da fase: MORTE (inventário descoberto).

Os custos de inventário (ITCMD, custos advocatícios e cartoriais), aliados à falta de liquidez imediata para a família, causada por bloqueio judicial e longos períodos de tramitação do processo da transmissão de bens, podem se traduzir em uma forte dilapidação de todo o patrimônio construído. É comum encontrarmos famílias vendendo casas, terrenos e carros para pagar as despesas de inventário e custos fixos já adquiridos e antes mantidos pelo principal provedor da família. Com isso, até 20% do patrimônio global vai para o ralo junto com a autonomia financeira da família.

Solução mais econômica: contratação de uma apólice de seguro de vida bem dimensionada para suprir as necessidades de liquidez para pagamento dos custos de inventário e para garantir uma reserva de emergência para a manutenção do padrão de vida nesse cenário.

Segundo Nayara, outro fator envolvido em um processo de inventário passa pela esfera de problemas familiares. Muitas vezes, nos vemos legalmente forçados a destinar uma parte maior ou menor do que gostaríamos para algum herdeiro específico.

Através de uma apólice de seguro de vida bem desenhada, conseguimos solucionar diversas necessidades e problemas familiares na linha de obrigações sucessórias, uma vez que essas indenizações:

  • não participam de inventário e não precisam respeitar a “lei da legítima”( 794 do CPC);
  • não sofrem incidência de IR nem ITCMD(lei nº 7.713, de 22/12/1988, Art. 6, alínea XIII);
  • possuem cláusula de não-contestação (garantia de pagamento da indenização) em contrato assinado pela seguradora;
  • são impenhoráveis, tornando-se um ativo financeiro imune a bloqueio judicial automático em ações trabalhistas e cíveis ( 649 do CPC).

Uma consultoria especializada em Gestão de Riscos é vital para garantir que seus objetivos de longo prazo.

Não faz sentido visar apenas a acumulação financeira se não estamos sempre prontos para reestabelecer o equilíbrio perturbado por alguma crise.

Artigo escrito por Nayara Bueno, head e sócia do braço de gestão de riscos da Zahl Investimentos.

Ficou interessado? Cliquei aqui e conheça diversas soluções para proteção de sua família.

 

Contato