Rio de Janeiro: 15 mil consumidores renegociaram dívidas em mutirão

Fique em Dia, promovido na capital fluminense entre os dias 13 a 22 de dezembro, mostra resultados semelhantes a São Paulo

Por  Viviam Klanfer Nunes

SÃO PAULO – Os últimos meses de 2011 foram positivos para consumidores, tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro, dispostos a negociar suas dívidas e voltar a ter crédito no mercado. Mutirão promovido no Rio de Janeiro com esse fim, resultou em mais de 15 mil renegociações de dívidas.

O Fique em Dia, promovido na capital fluminense entre os dias 13 a 22 de dezembro, permitiu as 15 mil renegociações, sendo que os consumidores negociaram diretamente com seus credores, ou seja, empresas do comércio varejista, de energia elétrica, telefonia e de TV por assinatura.

25 mil consultas
De acordo com os responsáveis pelo evento, o CDL-Rio (Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro) e SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), que contou com o apoio do Sindilojas-Rio, cerca de 25 mil consumidores consultaram o mutirão. O presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, explicou que o objetivo da ação foi ajudar os consumidores a renegociarem suas dívidas.

Mesmo aqueles que não conseguiram contato com o credor, por este não ter participado do evento, foram orientados sobre a maneira mais simples para negociar seus débitos.

Em São Paulo, foi o Acertando suas Contas, realizado pela Boa Vista na região central da capital paulista entre os dias 21 e 27 de novembro, que estimulou as renegociações. No período também foram cerca de 15 mil renegociações. Ainda, 35 mil pessoas consultaram seus CPFs na base de dados do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Os dados consolidados mostram ainda que os descontos nos juros e multas ultrapassaram 60%. Muitos também conseguiram parcelar a renegociação em até 40 vezes.

Perfil do Inadimplente
A ação promovida no Rio de Janeiro revelou que os maiores inadimplentes são mulheres. Dos 800 consumidores ouvidos 53,2% são do sexo feminino e 46,8% do masculino. Sobre os homens, as entrevistas revelaram que 39,7% têm entre 21 e 30 anos, 53,4% têm renda familiar entre um e três salários mínimos, 43,1% têm o segundo grau completo e 13,8% tem curso superior completo.

Das mulheres, 36,4% têm entre 21 e 30 anos, 62,1% têm renda familiar entre um e três salários mínimos, 40,9% têm o segundo grau completo e 6,1% têm o curso superior completo.

Comparando com os dados do ano passado, houve um aumento considerável no número de consumidores com mais de 21 anos e diminuiu bastante a faixa etária a partir de 60 anos. “Eles foram incluídos no cadastro por dívida contraída junto a bancos, empresas de cartão de crédito, comércio, financeiras, empresas prestadoras de serviço e a financiamento imobiliário”, pontua o CDL-Rio.

Prestações atrasadas
A pesquisa ainda revelou que 8,1% dos devedores têm prestações atrasadas no valor de até R$ 100,00, 10,5% até R$ 200,00, 8,9% até R$ 350,00, 4% até R$ 500,00 e 3,2% até R$ 1.000,00, além de outras faixas de endividamento.

Quando tiveram os nomes incluídos no Serviço de Proteção ao Crédito, 33,1% trabalhavam informalmente, 28,2% no comércio, 9,7% eram prestadores de serviços, 8,1% na indústria, 5,6% na construção civil e em outras atividades.

Compartilhe