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Quer morar fora do Brasil? Veja os seguros mais indicados para os expatriados

Ter uma apólice de seguro adequada à sua necessidade no país que vai morar pode evitar dores de cabeça

Gilmara Santos

Brazilian passport and currency

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A vontade de morar fora do Brasil é sonho de muitos brasileiros, especialmente entre os mais jovens. Segundo dados do escritório de advocacia AG Immigration, o número de brasileiros com nível superior que deixaram o país para viver no exterior em 2022 – no caso, nos Estados Unidos – aumentou mais de 13 vezes na comparação com o ano anterior.

Muitos vão em busca de recomeçar a vida do zero, outros vão com emprego acertado e tem ainda aqueles que buscam estudar em outro país. No meio dessa decisão importante existem várias preocupações, como alugar um imóvel no novo país, escola para os filhos e na segurança quando o assunto é saúde, preservação da vida e do patrimônio.

Ter uma apólice de seguro adequada à sua necessidade no país em que vai viver pode evitar muitas dores de cabeça. De acordo com Luiz Eduardo Halembeck, sócio fundador do Grupo Halembeck Seguros, diferentemente do seguro-viagem, nenhuma apólice é obrigatória para expatriados. “Mas ter um seguro, como o médico, por exemplo, é fundamental em alguns países”, diz o executivo.

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Risco imobiliário

Cláudia Silva, supervisora MDS Expat, destaca que, além do seguro médico, é fundamental o seguro multirrisco habitação, porque além de proteger o edifício e parte interna, tem sempre a cobertura de responsabilidade civil incluída.

Em alguns países, lembram os especialistas, um acidente na calçada, como a pessoa escorregar e se ferir por causa da neve, pode representar a necessidade de pagamento de indenização pelo dono do imóvel.

“Há também o seguro automóvel de caráter obrigatório para quem quiser conduzir e tiver a sua residência fiscal em Portugal, por exemplo”, aponta Cláudia.

Para ela, o melhor seguro depende das necessidades de cada um. “No caso do seguro-saúde, aumentando a idade, eleva o risco, mais coberturas e capitais, maior será o valor do prêmio”, explica.

Gastos médicos

Halembeck lembra que cobrir o custo de gastos médicos, especialmente nos Estados Unidos, que as despesas com saúde são muito altas, costuma ser uma grande preocupação dos brasileiros que optaram por morar fora.

“É importante não sair do Brasil sem contratar uma apólice que garanta cobertura de gastos médicos maiores”, aconselha o especialista.
De acordo com Halembeck, este formato de seguro é ideal para o momento de transição entre um país e outro.

“O seguro de gastos médicos maiores oferece cobertura mundial, sem burocracia na contratação e a cobertura de gastos pode chegar a US$ 7 milhões, dependendo do tipo de plano”, elenca.

Mesmo que tenha uma apólice oferecida pela universidade ou empregador, o especialista aconselha que a opção de gastos médicos maiores deve ser levada em consideração.

Normalmente, diz ele, essas apólices oferecidas pelo empregador ou universidade têm limitações de rede, coparticipação, franquia e atendimento regional e não oferecem cobertura fora do país.

“Os dois seguros se complementam e o de gastos médicos maiores oferece uma cobertura maior incluindo no Brasil, pois é comum brasileiros expatriados retornarem ao País para visitar parentes e aproveitar a oportunidade para fazer um check-up de saúde e procedimentos cirúrgicos”, diz.

Seguro de vida

Especialistas consideram ainda que a contratação um seguro de vida no exterior também pode garantir a segurança da família do expatriado. Ele cita como exemplo o alto custo do imposto sucessório nos Estados Unidos para ilustrar a importância.

“Se o imóvel foi comprado na pessoa física, no caso de falecimento de um dos cônjuges, o seguro de vida irá cobrir essa despesa”, explica. Por outro lado, comenta o advogado, é comum brasileiros utilizarem empresas com sede no exterior para comprar imóveis para evitar o imposto sucessório nos EUA.

“Essa estrutura uma boa oportunidade de usar essa empresa como contratante e pagadora de apólices de seguro de vida no exterior, que são mais modernas, com custos menores e coberturas maiores”, aconselha.

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Gilmara Santos

Jornalista especializada em economia e negócios. Foi editora de legislação da Gazeta Mercantil e de Economia do Diário do Grande ABC.