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Com greve, prefeito de São Paulo decreta estado de emergência

Bruno Covas publicou decreto pelo excesso de protestos

Greve caminhoneiros
(Marcelo Pinto/APlateia)

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, decretou estado de emergência nesta sexta-feira (25) por excesso de protestos de caminhoneiros na cidade. Com isso, a cidade fica autorizada a apreender combustível de postos privados e fazer compras sem licitação para garantir serviços essenciais na cidade.

"Caso continue a situação de desabastecimento provocado pelas manifestações, pode haver decretação de feriado municipal", escreve a nota. O estado de emergência pode evoluir para estado de calamidade pública.  

Será formado um comitê de crise que vai avaliar e tomar as medidas necessárias. Participam o prefeito e os secretários de Justiça, Governo, Comunicação, Fazenda, Segurança Urbana, Procurador Geral do Município.

Dentre as medidas a serem adotadas estão a suspensão de serviços administrativos não essenciais com vistas à economia de combustível.

A cidade já está com funcionamento de transporte público prejudicado e sem coleta de lixo. Postos de gasolina relatam estar totalmente sem combustível e há filas nos que ainda têm. 

Na Régis Bittencourt, onde caminhoneiros estão parados na altura do km 280, apenas uma faixa está aberta. O congestionamento é intenso e fez com que São Lourenço da Serra decretasse calamidade pública. 

Na quarta-feira, uma liminar obrigou grevistas a suspenderem atos que impeçam o abastecimento de combustível para os serviços essenciais. A Prefeitura disse estar empenhada em fazer esta liminar valer com apio da PM. 

 

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