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Poder de compra no Brasil é menor do que na Venezuela e na Argentina

Chile é o país latino-americano com maior paridade do poder de compra, em dólar

Maduro e Dilma
(Valter Campanato/ Agência Brasil )

SÃO PAULO – O salário não está sendo o suficiente para comprar o que você comprava antes? Você não é o único. Um estudo do FMI (Fundo Monetário Internacional) revela que o poder de compra do brasileiro em 2014 ficou abaixo de países da América Latina que sofrem com graves crises econômicas, com inflação altíssima e escassez de produtos básicos.

Na pesquisa World Economic and Financial Surveys - Regional Economic Outlook, o Brasil ficou atrás da Venezuela e da Argentina. A organização internacional calculou o poder de compra, em dólar, dos países com base no PIB per capita, expresso em PPP ("Purchasing Power Parity", ou "Paridade do Poder de Compra", em inglês). No caso do Brasil, o PPP em 16,096 em 2014, enquanto a Argentina obteve um PPC de 22,582 e a Venezuela, 17,695.

Ambos os países estão passando por problemas econômicos: a Argentina ainda não se recuperou do megacalote da dívida pública de 2001, além da desvalorização do Peso no ano passado. Já a Venezuela é palco de confrontos entre o governo e manifestantes que estão insatisfeitos com o presidente de Nicolás Maduro – cargo que ocupa desde abril de 2013 –, sendo que a crise também envolve inflação alta há mais de uma década e desabastecimento.

O índice mais alto da América Latina foi o do Chile, que teve um PPP de 22,971. O Uruguai também está à frente do Brasil com um PPP de 20,556, assim como o Suriname (16,623). Atrás do País, estão o Peru (11,817), Colômbia (13,430), Equador (11,244), Paraguai (8,449) e Guiana (6,895).

 

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