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Inflação do consumidor de baixa renda desacelera em novembro

No mês passado, o IPC-C1 registrou alta de 0,65%; variação 0,08 ponto percentual menor que a apurada um mês antes

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(Getty Images)

SÃO PAULO – Em novembro, a inflação medida pelo IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1) desacelerou de 0,73% em outubro para 0,65% no décimo primeiro mês deste ano, uma diferença de 0,08 ponto percentual. O resultado, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quarta-feira (11), deve-se aos grupos Alimentação, Saúde e Cuidados Pessoais, Educação, Leitura e Recreação e Transportes.

Na comparação com a inflação geral, medida pelo IPC-BR, o percentual apurado no IPC-C1 no mês passado está 0,03 ponto percentual abaixo da inflação geral, que ficou em 0,68% em novembro. Nos últimos doze meses, contudo, o índice acumula variação de 5,18%, enquanto que o IPC-BR registra taxa de 5,59%. Já no acumulado do ano, as variações são de 4,39% e 4,91%, respectivamente.

O IPC-C1 é calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos mensais.

Grupos
Segundo a FGV, entre dezembro de 2012 e novembro de 2013, a taxa do grupo Alimentação ficou em 9,01%. O resultado é maior do que o apurado nos últimos 12 meses até outubro, quando a variação foi de 8,66%. Na apuração mensal, a taxa do grupo passou de 1,13%, registrada no décimo mês de 2013, para 0,80% no mês passado, contribuindo para a desaceleração apurada no resultado do IPC-C1 no período.

Outros grupos que impactaram o resultado do índice foram: Transportes (0,26% para -0,03%) refletindo a variação das tarifas de ônibus urbano (0,49% para -0,06%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,58% para 0,43%), com impacto dos medicamentos em geral (0,24% para 0,06%) e Educação, Leitura e Recreação (0,60% para 0,51%), que foi influenciado pelo item show musical (0,86% para -1,12%).

No caso dos Alimentos, a principal influência para o resultado do mês partiu de carnes bovinas, de 3,36% para -0,03%.

Outros grupos
Com movimento contrário no mês ficaram os grupos Despesas Diversas (0,26% para 1,26%), Habitação (0,69% para 0,77%), Vestuário (0,69% para 0,78%) e Comunicação (0,44% para 0,77%). Nestes casos, as principais influências partiram, nesta ordem, dos itens cigarros (0,00% para 1,93%), tarifa de eletricidade residencial (-0,05% para 1,87%), roupas (0,83% para 0,97%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,22% para 1,39%).

 

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