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Tomate volta a subir e inflação acelera para 0,57% em outubro

Segundo dados do IBGE, resultado é 0,22 ponto percentual maior do que o registrado em setembro

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(Elza Fiúza/ABr)

SÃO PAULO - A variação nos preços do grupo Alimentação e Bebidas contribuiu de forma importante para que a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), registrasse aumento mais intenso no mês de outubro.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no décimo mês de 2013, a inflação acelerou para 0,57%, frente ao 0,35% registrado em setembro, uma diferença de 0,22 ponto percentual.

Em 12 meses, a inflação medida pelo IPCA acumula alta de 5,84%, enquanto no acumulado do ano a variação é de 4,38%.

Grupos
Em outubro, a principal contribuição para a aceleração do IPCA partiu do grupo Alimentação e Bebidas, que passou de 0,14% para 1,03% no período, uma diferença de 0,89 ponto percentual. No período, o aumento refletiu a alta nos preços de diversos alimentos, mas o tomate foi o principal destaque ao passar -8,54% para 18,65% em um mês. Na região metropolitana do Rio de Janeiro, o item chegou a ter alta de 52,69%.

Além de Alimentação e Bebidas, outros grupos contribuíram para o aumento da inflação entre setembro e outubro, são eles: Artigos de Residência (de 0,65% para 0,81%), Vestuário (de 0,63% para 1,13%), Despesas Pessoais (de 0,20% para 0,43%) e Comunicação (de -0,04% para 0,08%).

No caso de Vestuário, as altas das roupas femininas (1,34%) e masculinas (1,28%) foram as que mais impactaram o grupo.

No que diz respeito aos grupos Habitação (de 0,62% para 0,56%), Transportes (de 0,44% para 0,17%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,46% para 0,39%) e Educação (de 0,12% para 0,09%), estes apresentaram movimento contrário no período.

Regiões
Entre os índices regionais, Goiânia apresentou a taxa mais alta de outubro, ficando com inflação de 0,92%. De acordo com o IPCA, na cidade, o resultado teve influência dos alimentos, que subiram mais do que a média nacional, alta de 1,24% e de combustíveis como a gasolina e o etanol, cujas altas foram de 3,91% e 5,85%, respectivamente.

Salvador, por outro lado, teve o menor resultado do mês, de 0,14%, enquanto São Paulo e Rio de Janeiro registraram inflação de 0,69% e 0,54%, nesta ordem.

 

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