Reajuste anual

Preço do gás encanado sobe até 40% em São Paulo a partir desta segunda-feira

Reajuste anual atingirá os consumidores residenciais, comerciais, industriais, além dos motoristas que abastecem com GNV (gás natural veicular)

SÃO PAULO – O preço do gás encanado em São Paulo receberá um aumento de até 39,9% nesta segunda-feira (31) na região compreendida pela concessionária Naturgy, enquanto a área abastecida pela Comgás terá um reajuste de até 10,2%. O anúncio foi feito pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp).

Na prática, o reajuste anual atingirá os consumidores residenciais, comerciais e industriais, além dos motoristas que abastecem com GNV (gás natural veicular).

Nas regiões atendidas pela Comgás, a tarifa aumentará em até 9,8% para os consumidores residenciais, em até 10,2% para os consumidores comerciais e em até 9,7% para os consumidores industriais. Já a Naturgy divulgou que um aumento de até 33,3% será sentido pelos consumidores residenciais, de até 15,3% para os consumidores comerciais, de até 39,7% para os consumidores industriais e de até 39,9% nos postos fornecedores do GNV.

Segundo a agência, o aumento se deve à elevação do preço do gás anunciado pela Petrobras em abril, e que entrou em vigor em 1º maio. A alta no gás foi de 39% no R$/m3 com relação ao último trimestre. Para se ter uma ideia, a inflação acumulada nos últimos 12 meses pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 6,76% em abril.

A Arsesp explicou que, após o reajuste padrão, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) do governo de SP solicitou estudos extras para reavaliar o que poderia ser feito, na tentativa de diminuir o impacto dos reajustes aos usuários.

Sem essa revisão, os reajustes teriam sido ainda maiores: as tarifas teriam ficado em média 34% maiores na região abastecida pela Comgás (ante 10,2%), que atende principalmente a área metropolitana de SP, e o consumidor iria se deparar com uma alta muito maior nas áreas atendidas pela Naturgy (Sorocaba e Registro), entre 75% e 80% (ante 39,9%), segundo o documento a que o portal de notícias UOL teve acesso. O restante do repasse, que foi evitado agora, será diluído entre os anos de 2022 e 2024, nos próximos reajustes anuais de tarifa autorizados pela agência.

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