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Os maiores erros dos jovens com o dinheiro - e como evitá-los

Jovens cometem erros importantes que afetam seu potencial sucesso financeiro no futuro 

Erros, dúvidas
(Shutterstock)

SÃO PAULO – Na fase entre os 20 e 30 anos pode ser muito difícil administrar o dinheiro e alguns jovens cometem erros importantes que afetam seu potencial sucesso financeiro no futuro.

Confira quase são os principais erros com dinheiro que os jovens nessa faixa-etária cometem:

1. Imediatismo
“Ser imediatista, é um erro evidente entre jovens até 30 anos”, afirma o consultor financeiro da W1 Finance, Rômulo Freire. Segundo ele, os jovens não pensam a longo prazo o que atrasa ou até impede o sucesso financeiro. O consultor afirma que o ideal é o jovem pense no futuro, desde investir em uma aplicação a longo prazo, de 10 anos ou mais, até se planejar para uma viagem que vai acontecer dentro de 2 anos, por exemplo. O especialista explica que é comum atitudes imediatistas não planejadas quando se está começando e não tem muita coisa em jogo, não se tem muito a perder, mas que não é justificativa e é reversível.

De acordo com Marcos Melo, professor do Ibmec/MG, a falta de planejamento é o principal erro dos jovens. “O jovem não pensa que vai ficar velho. Tem tanta energia que não planeja seu futuro financeiro e quer viver o agora”, diz.

Ele sugere que o jovem guarde uma quantia por mês, por mais que você esteja começando, cerca R$ 50 já é o suficiente para começar, quanto mais conseguir poupar melhor. E o dinheiro guardado deve “ficar trancado com chave (psicológica). É como se o dinheiro não existisse”, afirma.  

Outro erro dos jovens é “achar que a vida começa após os 30 anos, e que o tempo que resta após os 30 anos será suficiente - então, não é necessário se planejar antes disso”, explica a professora de economia da FECAP, Juliana Inhasz. O planejamento deve acontecer o quanto antes, pois torna o sacrifício das pessoas menor. 

2. Comprar um carro
O jovem quando começa a ganhar dinheiro, geralmente, quer comprar um carro. “Um tremendo erro”, analisa Melo. Segundo ele, ter um carro hoje em dia não é necessário. “Ter um veículo traz apenas gastos. Sem ganhos. Tem manutenção, impostos, seguro...não vale a pena”, afirma.

A opção é alugar um carro quando for fazer uma viagem longa. “Alugar sai muito barato, porque será um custo esporádico, isso se o jovem não puder usar o carro dos pais emprestado, por exemplo”, diz.

Além disso, a professora de economia da FECAP, Juliana Inhasz afirma que não tem porque “comprometer parcelas significativas da renda com prestações, trocando constantemente o carro, por exemplo”.

Segundo ela, dividir em prestações é uma opção interessante de pagamento para aqueles que não conseguem pagar à vista, mas apresentam elevadas taxas de juros. “Não é porque vai dar para pagar o financiamento que é vantagem aderir a um plano de pagamento como este. É importante ponderar a opção de compra e pensar se realmente é necessário efetuá-la”, orienta.

3. Não se preocupar com o endividamento porque o salário é elevado
As dívidas devem ser controladas mesmo se o jovem tiver um salário considerado alto. “Os salários altos não são garantia de renda elevada por toda a vida”, alerta a professora de economia. É mais importante garantir um padrão confortável ao longo da vida, do que apenas em períodos isolados do tempo. E para isso, novamente, o planejamento é a chave do sucesso.

4. Negligenciar a relação risco-retorno
Os jovens costumam se iludir com as possibilidades de ganhos rápidos e fáceis que muitos investimentos prometem, esquecendo que maiores retornos embutem maiores riscos. “No geral estes casos acabam propiciando situações onde os riscos são mais elevados e as perdas podem ser abruptas”, explica Inhasz.

 

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