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Baixa renda consumirá 3,8% a mais neste ano

Facilidade de pagamento pode resultar em endividamento excessivo desses compradores, que devem pensar antes de tomar crédito

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SÃO PAULO - Com mais facilidade em obter crédito e com o salário mínimo avançando acima da inflação nos últimos cinco anos, consumidores de baixa renda terão movimentado ao final deste ano R$ 550 bilhões, 3,8% a mais do que em 2006. A previsão é do Instituto Data Popular, que aponta ainda a necessidade do empresariado modificar o comportamento de venda a esses compradores, por conta do excessivo endividamento.

"Nunca foi tão fácil parcelar as compras", afirmou o diretor da entidade, Renato Meirelles. De acordo com o especialista, a injeção de dinheiro na economia pelos beneficiários dos programas sociais de distribuição de renda, como o Bolsa Família, também estimula esse processo.

Comprometimento
Meirelles aconselhou, em entrevista à Rádio Nacional, muita cautela antes de comprar algo financiado, sendo que a prerrogativa é fazer as contas de quanto se paga pelo produto à vista e a prazo, como forma de saber quanto será desembolsado com juros. Por fim, o consumidor que se comprometer com prestações durante um longo período precisa se certificar de que terá fonte de renda estável para pagar as parcelas.

Isso lembrando que pesquisa da Associação Comercial de São Paulo aponta que mais da metade dos inadimplentes afirma que não conseguiu pagar suas contas por ter perdido o emprego. Segundo o Data Popular, 80% dos empréstimos com desconto em folha foram tomados para pagar dívidas.

Em números
Com renda mensal de até R$ 3,5 mil, as classes C, D e E representam 87% da população brasileira. Elas detêm 71% do consumo e movimentam R$ 550 bilhões por ano, o que significa um mercado superior à Argentina e ao Chile juntos. Os dados estão na última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2006, de acordo com a pesquisa, os trabalhadores tiveram aumento de 7,2% nos rendimentos, passando a ganhar, em média, R$ 820 mensais. Os maiores ganhos foram observados no Nordeste, com 12,1%, seguido do Norte, com 7,1%.

 

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