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Brechós: uma alternativa econômica para quem não dispensa as grifes famosas

Alguns locais comercializam até marcas internacionais. "Garimpagem" das peças requer determinados cuidados

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SÃO PAULO - Quem não abre mão de rechear o armário com roupas e acessórios de grifes famosas, nacionais ou internacionais, mas não quer provocar um rombo ainda maior no orçamento, pode recorrer aos brechós, que aliam preços mais baixos do que os de uma loja convencional à variedade e qualidade das peças.

Antes vistos apenas como depósitos de roupas usadas, os brechós hoje evoluíram e alguns deles até se tornaram tema de editoriais de moda e ponto de referência para os chamados modernos e descolados, que estão sempre em busca de artigos diferenciados e cheios de estilo.

Os brechós mais conhecidos no mundo fashion trabalham com grifes badaladas no Brasil e no mundo. E para aqueles que pensam em preços exorbitantes, é possível encontrar um par de sapatos de uma marca francesa, por exemplo, por menos de R$ 100, ou ainda, um vestido de festa por R$ 50.

Cuidados que podem garantir boas compras
A maioria dessas lojas coloca milhares de produtos semi-novos em exposição e, além das roupas e acessórios, conta com um estoque bem sortido, oferecendo desde utensílios domésticos até eletrônicos e pequenos móveis e objetos de decoração. Para não se perder em meio a tanta diversidade e garantir boas compras - o que significa gastar pouco levando um bom produto -, caso não esteja acostumado a freqüentar um brechó, você precisa tomar alguns cuidados.

Em primeiro lugar, tenha certeza de que realmente vai usar o produto que está levando. Mesmo podendo abusar um pouco da criatividade na hora da escolha, levando uma peça que provavelmente não encontrará em uma loja tradicional, você deve avaliar primeiro qual é o seu estilo. Não adianta, por exemplo, adquirir um vestido super colorido anos 60 e depois não ter coragem de usá-lo, deixando-o jogado em um canto do armário.

Ao mesmo tempo, dependendo do produto, os preços mais baratos permitem que você cometa a extravagância de destinar o uso da peça para uma ocasião pouco convencional, como uma festa à fantasia, por exemplo.

Na dúvida, invista em peças clássicas
Em caso de dúvida, vale a recomendação básica de consultores de moda: leve peças clássicas, como terninhos em cores sóbrias ou conjuntos de tailleurs e saias, que estão sempre imunes a modismos e tendências passageiras.

Além disso, procure experimentar tudo o que quiser comprar, já que geralmente as lojas não trocam produtos ou fazem devoluções e, se ficar arrependido da aquisição, poderá ficar com a peça "encalhada" no armário. Ou, para não amargar perda total do seu dinheiro, terá de passá-la para a frente.

Você precisa, ainda, ficar atento ainda ao estado de conservação das peças. Apesar de muitas delas apresentarem boa aparência, certos defeitos podem passar despercebidos, até comprometendo a utilização.

Se estiver de olho em uma roupa ou um acessório mais antigo, o cuidado deve ser redobrado: é importante verificar problemas como a existência de manchas e fios puxados ou a falta de algum botão. Caso queira levar o produto, mesmo se notar pequenas falhas, o consumidor pode apontá-las ao vendedor e pedir um desconto.

Controlando os gastos
E para controlar o impulso consumista, uma orientação que pode ser seguida em qualquer situação que envolva dinheiro: planejamento prévio do que vai comprar. O ideal é saber exatamente qual tipo de peça pretende adquirir - calça, saia, bolsa ou sandália? -, antes de se lançar à jornada de compras.

Não deixe que a emoção predomine, mesmo se o trabalho de garimpagem das peças se transforme em uma atividade divertida. E para não estourar o orçamento, gastando mais do que deveria (ou poderia), separe previamente uma quantia e limite-se somente a ela. Caso contrário, seus esforços para economizar terão sido em vão.

 

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