Em minhas-financas

Fraudes: <i>hackers</i> s&atilde;o substitu&iacute;dos por criminosos organizados

De acordo com estudo da IBM, para 86% das empresas brasileiras as ameaças surgem dentro das próprias organizações

v class="show-for-large id-0 cm-clear float-left cm-mg-40-r cm-mg-20-b" data-show="desktop" data-widgetid="0" style="">
SÃO PAULO - Os hackers estão sendo substituídos por grupos criminosos organizados. No Brasil essas organizações já respondem por 91% das ocorrências de fraudes, enquanto no mundo todo esse percentual é de 84%.

Esses números foram colhidos por meio de uma pesquisa em 17 países, incluindo o Brasil, encomendada pela IBM com três mil CIOs ("Chief Information Officer") e vice-presidentes dos setores de saúde, finanças, varejo e produção.

Ameaça começa nas empresas
De acordo com o estudo, a ameaça a sistemas desprotegidos vem crescendo para a maioria dos entrevistados, mas um dado que chamou a atenção foi a constatação de que as ameaças à segurança estão partindo de dentro das próprias empresas. Esta resposta foi dada por 86% dos entrevistados brasileiros e 66% do total global.

Segundo o levantamento, para 38% dos executivos brasileiros o crime digital oferece mais riscos à empresa do que o crime físico (23%). Esse percentual sobe ainda mais quando o assunto é prejuízo financeiro. Para 71% dos executivos de TI (Tecnologia da Informação) no Brasil, o crime digital traz mais prejuízos às suas organizações do que o crime físico (29%).

Legislação
O estudo aponta que 72% dos executivos brasileiros se consideram protegidos contra o crime digital organizado, resultado superior ao do restante dos países pesquisados (Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, China, Espanha, EUA, França, Índia, Itália, Japão, México, Polônia, Reino Unido, República Checa e Rússia): 59%.

Aproximadamente 83% dos empresários brasileiros consultados acreditam que a aplicação da lei é muito pouco para combater o crime digital organizado. No resto do mundo, esse nível está em 60% do total.

Essa diferença se deve à insatisfação dos brasileiros em relação à legislação local. Para 90% dos entrevistados nacionais, os legisladores não estão fazendo o suficiente para ajudar empresas e consumidores a combaterem o crime digital. A média mundial, por exemplo, fica em 67%. O pessimismo por aqui parece tão alto, que 78% dos brasileiros não acreditam que o País esteja fazendo bem a sua parte.

Proteção e prejuízos
A atualização do software de vírus e a implantação de sistemas de gerenciamento de vulnerabilidades/correções na rede foram as medidas de proteção mais apontadas pelos empresários nacionais, 24% e 23%, respectivamente.

Dentre os principais impactos ocasionados pelo crime digital, a perda de clientes é o mais lembrado pelos executivos nacionais (80%), seguido por danos à imagem (77%). Outros impactos importantes seriam a perda de receita (66%); custo do serviço de restauração (59%); perda da produtividade dos funcionários (52%); perda de clientes em potencial (50%); custo da investigação da violação (38%); perda da capitalização do mercado (37%); custo da notificação a clientes, fornecedores e público em geral (26%); e taxas legais (17%).

 

Contato